Mercados Portugal tenta vender até 3,75 mil milhões de euros em dívida no terceiro trimestre

Portugal tenta vender até 3,75 mil milhões de euros em dívida no terceiro trimestre

O IGCP vai realizar dois leilões duplos nos próximos três meses com o objectivo de colocar um montante máximo de 3,75 mil milhões de euros. Portugal volta a emitir dívida a 18 meses em Setembro.
Diogo Cavaleiro 02 de julho de 2012 às 10:49
Portugal vai tentar emitir um montante total de 3,75 mil milhões de euros em leilões de títulos de dívida no terceiro trimestre.

O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) vai realizar dois leilões duplos de dívida, um a 18 de Julho, outro a 19 de Setembro. Em Agosto, o País não vai emitir dívida para os mercados, indica o comunicado sobre o plano de financiamento para o terceiro trimestre publicado no site do IGCP.

A 18 de Julho, a entidade liderada por João Moreira Rato (na foto) pretende colocar títulos de dívida a seis e doze meses. Serão novas linhas de financiamento com um montante indicativo entre 1,75 e 2 mil milhões de euros.

Dois meses depois, a 19 de Setembro, o leilão duplo levado a cabo pelo IGCP contará com títulos de dívida a seis (reabertura de uma linha de crédito) e 18 meses (lançamento de uma nova linha de crédito, num montante total entre 1,5 e 1,75 mil milhões de euros.

“O IGCP acompanhará activamente a evolução das condições de mercado, salvaguardando-se a possibilidade de efectuar alterações ao programa supra indicado”, indica o documento.

Neste momento, Portugal continua a financiar-se directamente nos mercados apenas através de títulos de dívida a curto prazo. No seio do programa de assistência económica e financeira que o País está a receber, está incluído um plano de financiamento a longo prazo. Enquanto continua a registar leilões de curto prazo (máximo de 18 meses), Portugal só tem regresso previsto para os mercados de longo prazo em Setembro de 2013.

Nos primeiros seis meses do ano, o IGCP colocou 14,492 mil milhões de euros nos vários leilões que realizou, de acordo com os dados no site da entidade. O que indica que prevê alcançar os 18 mil milhões de euros nos mercados até Setembro.



(Notícia actualizada às 12h16)



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Carlos Moreira 02.07.2012

Voltamos a pedir a 18 meses ! Nesta altura é um erro testar esse prazo mas manda quem pode...E depois não se queixem de o mercado reagir - mal -. No mínimo deveriam colocar a 30 meses mas o ideal seriam 36 a 48 meses.
Alguns dizem percebem de moeda e de juros mas de política económica estão a precisar de novas aulas práticas.

rekorbp 02.07.2012

è simples, para pagar as obrigações do Estado ( no verdadeiro sentido da palavra) o Estado vai pedir emprestado,a curto prazo porque as receitas não chegam para tapar o buraco, o que está a acontecer é pagar para adiar o problema, visto que não conseguem controlar o aumento do défice logo vão pagando divida com divida so que esta vai aumentando na mesma proporção do aumento dos juros somados aos buracos orçamentais.Este crédito curto prazo é extremamente prejudicial para nós visto que vai ter de ser pago com mais divida e possivelmente juros mais altos se conseguissem a longo prazo estariamos mais aliviados como so vamos ter aceitação nos mercados de longo prazo em 2015 se for, estamos lixados a não ser que haja uma reestruturação da divida e ai entra o sr da fotografia que é funcionario de um dos bancos que empresta para impedir a reestruturação e pagarmos mais juros, e um grande esquema para nos defraudar ainda mais com a ajuda do gaspar do coelho e do canadiano

Complementar 02.07.2012

Eu não diria que ninguém nos comprava dívida, porque de certeza que compravam. O problema é que apenas compravam por taxas altas e insustentáveis.

Voltar aos mercados significa emitar obrigações de tesouro (maturidade a cima de 2 anos). O que se emite agora são bilhetes de resouro (3meses a 18 meses).

Anónimo 02.07.2012


Obrigado Observador Atento. Faz todo o sentido a tua explicação.

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