Obrigações Portugal vai emitir até 1.750 milhões em dívida de curto prazo

Portugal vai emitir até 1.750 milhões em dívida de curto prazo

O IGCP vai quarta-feira aos mercados para novos leilões a seis e 12 meses, depois de nas últimas emissões do género estas maturidades terem registado juros historicamente baixos.
Portugal vai emitir até 1.750 milhões em dívida de curto prazo
Pedro Elias
Paulo Zacarias Gomes 15 de setembro de 2017 às 16:35
A agência que gere a dívida pública anunciou esta sexta-feira, 15 de Setembro, uma ida de Portugal aos mercados na próxima quarta-feira, 20 de Setembro, para dois leilões de dívida de curto prazo.

Nas operações, maturidades em 16 de Março de 2018 (seis meses) e 21 de Setembro de 2018 (12 meses), as linhas de Bilhetes de Tesouro em causa deverão permitir levantar entre 1.500 milhões e 1.750 milhões de euros, estima o IGCP em comunicado.

Na última vez em que Portugal emitiu dívida nestes prazos (a 19 de Julho deste ano), conseguiu juros historicamente baixos: uma taxa de -0,292% no prazo a seis meses e de -0,259% no prazo a 12 meses, baixando os custos de financiamento na dívida de curto prazo apesar de um ambiente de subida de "yields" no mercado secundário de dívida, na expectativa de retirada de estímulos por parte do Banco Central Europeu.

Os leilões agora anunciados já estavam previstos no plano de financiamento do IGCP para o terceiro trimestre, período em que ocorreram três operações do género.

A ida aos mercados ocorre uma semana depois de Portugal se ter financiado, no longo prazo - títulos a 10 anos - em 850 milhões de euros, pagando um juro de 2,785%, a taxa mais baixa desde o final de 2015.

Na altura, os analistas justificaram a descida dos juros com a revisão da perspectiva do rating da dívida pela Moody’s, o programa de compras do BCE (que deverá ser revisto em Outubro) e a folga financeira no financiamento do Estado.



A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Júlia Há 3 dias

Não há dinheiro...arranja-se desta forma! O Código das Sociedades explica isto. Agora, a dívida, essa, estará lá sempre, para os Portugueses pagar. Ora, dívida vindoura para os nossos filhos e netos!

Anónimo Há 3 dias

Isso continuem a endividar-se!

pub