Obrigações Portugal volta a financiar-se a juros ainda mais negativos

Portugal volta a financiar-se a juros ainda mais negativos

O IGCP realizou dois leilões de Bilhetes do Tesouro. Colocou 1,5 mil milhões de euros e conseguiu reduzir a taxa de juro associada, que já se era negativa.
Portugal volta a financiar-se a juros ainda mais negativos
Pedro Elias
Sara Antunes 17 de maio de 2017 às 10:38
A agência que gere a dívida pública realizou esta quarta-feira, 17 de Maio, um duplo leilão, tendo colocado 1,5 mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro, um valor em linha com o estimado, que apontava para uma emissão global entre 1,25 e 1,5 mil milhões de euros. 

Na emissão a 12 meses os juros associados foram de -0,153%, o que compara com -0,135% na última emissão comparável. É um novo mínimo histórico. A última emissão a 12 meses tinha sido realizada em Abril, altura em que a taxa de juro nesta emissão foi de -0,135%. Esta é a quinta emissão consecutiva a um ano em que o Estado português consegue financiar-se a juros negativos, o que significa que o Estado recebe juros dos investidores para se financiar, ao contrário do que é habitual.

Neste prazo, Portugal colocou 1.000 milhões de euros, com a procura a ser de 1,62 vezes a oferta.
Na emissão a seis meses o juro foi de -0,21%, também o mais baixo de sempre. A última emissão comparável foi realizada em Março, altura em que cobraram a Portugal uma taxa de -0,158%. Nesta maturidade, o IGCP colocou 500 milhões de euros. A procura por estes bilhetes do Tesouro foi de 2,23 vezes a oferta.

"Depois de algum risco associado ao acto eleitoral francês, o mercado goza de um período em que os níveis de risco estão relativamente baixos", refere Marisa Cabrita, gestora de activos da Orey iTrade, adiatando que "os progressos em termos orçamentais reportados e a estabilização económica contribuem igualmente para um cenário positivo".

Portugal tem conseguido reduzir os juros associados às emissões que tem realizado. E mesmo no mercado secundário, as taxas de juro implícitas na dívida portuguesa têm vindo a descer. 

Ainda esta quarta-feira, 17 de Maio, foi noticiado que o Governo prevê antecipar o pagamento ao FMI de "6,5 mil milhões em 2018 e pelo menos 700 milhões de euros em 2019", num total de 7,2 mil milhões de euros.

 

Inicialmente, e sem qualquer antecipação dos reembolsos, estava previsto que Portugal começasse a devolver o dinheiro pedido ao FMI apenas em 2019, ano em que deveria pagar 2,5 mil milhões de euros, seguindo-se mais 4,9 mil milhões em 2020 e outros 4,3 mil milhões de euros em 2021.


(Notícia actualizada às 12:56 com mais informação)



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mais votado Anónimo 17.05.2017

Isto é mercado de dinheiro de muito curto prazo. É quase especulação pura no IGCP. Qualquer dia são mais especulativos do que o Credit Suisse e seus pares no escândalo da manipulação das taxas de juro. O IGCP pode mudar a sua sala de trading especulativo para a Suíça e brincar lá com as nossas contribuições e impostos. Estes prazos não contam para nada. Os prazos que contam vão de acima de 1 ano até 30 anos.

comentários mais recentes
Anónimo 18.05.2017

O Jorge Silva está a chamar "emplastro" ao Costa que anda sempre atrás das câmaras de televisão? Veja lá olhe que quem se mete com o PS leva, se calhar já não se lembra, eventualmente anda a comer queijo da queijaria "coelhone da mota do gil".

EconomistaCarreirista 18.05.2017

Faz-me lembrar o banco a oferecer dinheiro quase de borla, depois apertou o cerco e as pessoas tiveram que entregar as casas. Assim são estes desgovernados derretem o dinheiro barato quando tiverem que o pagar terão para isso que o pedir ao preço que o credor quiser. Carrega Costa que o povo gosta.

pertinaz 18.05.2017

OBRIGADO PASSOS COELHO...!!!

Jorge Silva 17.05.2017

Epá...já começo a ficar farto deste "Anónimo"...pareces aquele "Cromo" que anda sempre atrás das equipas da televisão. Sim, aquele que antes andava no Porto e agora esta em Lisboa! Por amor de Deus...marca uma consulta urgente com um psiquiatra!! https://pt.wikipedia.org/wiki/Psiquiatria

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