Obrigações Portugal volta a pagar menos para emitir dívida de longo prazo

Portugal volta a pagar menos para emitir dívida de longo prazo

Portugal levantou 1.250 milhões de euros na emissão de dívida a cinco e dez anos, com um juro de 0,916% e 2,327%, respectivamente.
Portugal volta a pagar menos para emitir dívida de longo prazo
Pedro Elias/Negócios
Rita Faria 11 de outubro de 2017 às 10:58

O IGCP realizou esta quarta-feira, 11 de Outubro, uma dupla emissão de obrigações com maturidade em 17 de Outubro de 2022 (cinco anos) e 14 de Abril de 2027 (10 anos), que ficou marcada por uma nova descida dos custos de financiamento.

 

O instituto que gere a dívida pública colocou 500 milhões de euros em obrigações a cinco anos com uma ‘yield’ de 0,916%, que compara com a emissão de Junho, em que a taxa foi de 1,198%. Na emissão a dez anos, o IGCP colocou 750 milhões de euros com um juro de 2,327%. Esta yield é inferior aos 2,785% da anterior emissão comparável (Setembro) sendo a mais baixa, neste prazo, desde Fevereiro de 2015, altura em que Portugal pagou juros de 2,041% para se financiar a dez anos.

 

Na emissão a cinco anos a procura superou a oferta em 2,65 vezes e na operação a dez anos a procura foi 1,96 vezes superior.

 

"É uma excelente notícia para Portugal estar a emitir dívida longa abaixo do custo médio da dívida portuguesa. Isso é que faz verdadeiramente a diferença nos custos da dívida e que permite reduzir esses encargos, criando uma folga maior", afirma Filipe Silva, director da gestão de activos do Banco Carregosa. "O risco do país tem descido substancialmente, o que pode ajudar as empresas portuguesas que pretendam financiar-se no mercado de dívida. Os investidores mostram continuar interessados na dívida portuguesa."

No total, o Tesouro português colocou 1.250 milhões de euros, o tecto máximo desta emissão, o que significa que falta angariar menos de 2 mil milhões de euros para atingir a meta de financiamento prevista para o total do ano.

 

Esta foi a primeira vez que Portugal foi aos mercados depois de, a 15 de Setembro, a agência de notação financeira S&P ter tirado o rating do país do nível de "lixo". Também é o último teste antes da apresentação do Orçamento do Estado para o próximo ano, que está agendada para esta sexta-feira. 


(Notícia actualizada às 11:24)



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Anónimo 11.10.2017

Só vejo Portugal a contrair dívida e nada a pagar e no total a divida cresce, está nos 250 mil milhões,por vezes chego a pensar que alguém anda atirar pó para os olhos do povo.
Uma coisa é certa vivesse como se o amanhã não existisse, ainda há 4 anos o transito em Lisboa era a metade do que é hoje

Anónimo 11.10.2017

mais um pequenino esforço e chegaremos rapidamente aos 300 mil milhões de euros de dívida pública! Vai ser até arrebentar o balão da dívida!

A tanga dos juros baixos com dívida crescente 11.10.2017

Os bancos/fundos q compram a n/dívida só o fazem, sabendo q estão a comprar lixo tóxico, pq têm a garantia do BCE q passados 3/4 meses lhes vem limpar o balanço comprando-lhes essa dívida e dando-lhes a ganhar milhões a c.prazo e risco zero!

Anónimo 11.10.2017

Uau! Mas que bom! Viva a Dívida!

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