Mercados Portugueses poupam mais para viagens do que para a reforma

Portugueses poupam mais para viagens do que para a reforma

A reforma continua a não ser apontado como o principal objectivo de poupança pelos portugueses. Ainda assim, há mais pessoas a poupar.
Portugueses poupam mais para viagens do que para a reforma
Reuters
Patrícia Abreu 04 de julho de 2018 às 15:24

A reforma é um assunto que tem vindo a ganhar relevância na lista de objectivos de poupança dos portugueses. Mas, apesar de haver mais pessoas a poupar para esta fase da vida e a reconhecer a necessidade de constituir um complemento para compensar a perda de rendimento com a pensão, a reforma ainda está longe de ser a principal prioridade. Pagar as férias, por exemplo, ainda é mais importante para os portugueses.

Cerca de 40% dos portugueses poupa ou já poupou para a reforma. Ainda assim, entre as pessoas que admitem ter capacidade para poupar mensalmente, a reforma continua a não estar no topo das suas prioridades de poupança. Salvaguardar uma situação de imprevisto ou de emergência lidera a lista de objectivos de poupança (89%), enquanto a reforma surge como principal objectivo para 48% dos inquiridos pela sondagem "As pensões, os hábitos de poupança e o perfil do aforrador em Portugal", do Instituto BBVA de Pensões.

Ainda que haja mais pessoas a colocar a reforma entre possíveis objectivos para os quais poupa, há outros destinos para a poupança considerados mais relevantes. É o caso das viagens e lazer, que recolhem uma percentagem de relevância maior no inquérito: 56%. Questões como os estudos dos filhos também estão à frente da reforma (53%).

Embora a reforma não seja o principal objectivo de poupança, os portugueses reconhecem a necessidade de poupar para a reforma e mostram-se preocupados com o facto de a pensão não ser suficiente para manterem o seu nível de vida. Nove em cada dez entrevistados considera "aconselhável que cada qual poupe para complementar a reforma da Segurança Social".

Contudo, seis em cada dez ainda não começou a poupar para a reforma. Entre os que deixam de lado parte do seu rendimento para a reforma, os depósitos a prazo continuam a ser o instrumento preferido para poupar. Mais de metade da poupança que tem como finalidade fazer um pé-de-meia para a reforma é canalizado para estes produtos de investimento. Os PPR surgem como a segunda opção (45%).

Ainda que apenas 35% dos inquiridos assuma que poupa actualmente para a reforma há mais portugueses a poupar. Cerca de 62% dos portugueses diz economizar parte do seu salário. Em média, poupavam 221,2 euros por mês, em 2017, contra 164,4 e 136,1 euros em 2016 e 2015, respectivamente.

 




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