Bolsa Possível adiamento da reforma fiscal de Trump decepciona Wall Street

Possível adiamento da reforma fiscal de Trump decepciona Wall Street

Os principais índices bolsistas do outro lado do Atlântico abriram em baixa, ainda devido aos receios de que a reforma fiscal de Trump esteja a deparar-se com obstáculos.
Possível adiamento da reforma fiscal de Trump decepciona Wall Street
Reuters
Carla Pedro 10 de novembro de 2017 às 14:36

O Standard & Poor’s 500 segue a ceder 0,17% para 2.580,30 pontos e o Dow Jones recua 0,06% para 23.447,71 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite também está a negociar no vermelho, a perder a perder 0,18% para 6.737,33 pontos.

 

A pressionar a negociação bolsista em Wall Street continua a estar o facto de o Senado ter revelado que o seu plano fiscal prevê um adiamento, para 2019, da redução de IRC. O que significa que se estará a adiar o corte de impostos para as empresas que foi prometido por Trump.

 

Este plano do Senado alimentou o crescente pessimismo acerca das perspectivas de uma reforma fiscal relevante nos Estados Unidos – depois de, ao longo do último ano, muitos sectores terem sido bastante impulsionados na expectativa da concretização das promessas de Trump relativamente a uma diminuição dos impostos para as empresas e de uma flexibilização ao nível da regulação, sobretudo no sector financeiro.

 

"O mercado quer ver cortes de impostos este ano", comentou à Bloomberg um gestor de carteiras da Hodges Capital Management, Gary Bradshaw. "A reforma fiscal é, neste momento, o que está a ocupar em primeiro lugar a cabeça das pessoas", referiu, por seu lado, à agência noticiosa um estratega da TD Securities, Michael Hanson.

 

A Bloomberg sublinha que uma redução dos impostos, como está proposto, será a melhor hipótese de os Republicanos manterem a vitória nas eleições para o Congresso daqui a um ano. No entanto, adiar essa redução poderá ser problemático. Os Republicanos, recorde-se, controlam actualmente, além da Casa Branca, o Congresso (Senado e Câmara dos Representantes).

 

Com estas preocupações, o sector da banca e das cotadas com menor capitalização bolsista são os que estão a ser mais penalizados, num sinal evidente de ansiedade dos investidores.

 

Os investidores aguardam pela divulgação, esta sexta-feira às 15:00 de Lisboa, dos dados relativos à confiança dos consumidores, medida pela Universidade de Michigan, em Novembro. No mês anterior, a confiança dos consumidores disparou para 116,5 pontos, que correspondeu a máximos de inícios de 2014, estimando-se agora que tenha diminuído.




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