Bolsa Powell ignora críticas de Trump e defende subida dos juros

Powell ignora críticas de Trump e defende subida dos juros

Na sua estreia enquanto presidente da Fed em Jackson Hole, Jerome Powell defendeu uma trajetória de subida gradual dos juros. Isto depois de Donald Trump ter criticado a estratégia adoptada pelo responsável.
Powell ignora críticas de Trump e defende subida dos juros
EPA
Rita Atalaia 24 de agosto de 2018 às 15:30

Jerome Powell defendeu a subida gradual das taxas de juro na maior economia do mundo, na sua estreia enquanto presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA no simpósio de Jackson Hole. O responsável ignorou assim as críticas feitas por Donald Trump de que esta trajectória da política monetária poderá vir a penalizar o crescimento da economia.

"Há bons motivos para se prever que o crescimento forte da economia vai continuar", afirmou Jerome Powell perante banqueiros e economistas no evento organizado pela Reserva Federal de Kansas City. "Acredito que o processo gradual de normalização mantém-se adequado", defendeu o responsável.

 

Powell mantém assim a trajectória prevista para as taxas de juro, apesar das reticências do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação à política seguida pelo líder da Fed. No início desta semana, numa entrevista à Reuters, o presidente norte-americano afirmou "não estar entusiasmado" com a política de aumento gradual dos juros seguida pela Fed, temendo que penalize a recuperação da maior economia do mundo.

Contudo, a Fed diz que não vê riscos de a economia norte-americana sobreaquecer ou sinais de que a inflação esteja a acelerar acima da meta, garantiu Powell. "São boas notícias e acreditamos que resultam, em parte, do actual processo de normalização", notou o responsável.

 

"Como indicaram as últimas minutas da Fed, se o crescimento forte dos rendimentos e do emprego continuar, deverão ser adequadas mais subidas graduais das taxas de juro", defendeu o presidente da Fed. 

Os investidores contam com outro aumento dos juros na reunião do próximo mês. Já a probabilidade de uma segunda subida no final do ano ronda agora os 64%, de acordo com a Bloomberg.

(Notícia actualizada às 15:54 com mais informação)




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