Preços do petróleo recuam há dois dias com aumento da produção de crude na China
13 Novembro 2012, 07:55 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt
4
Enviar por email
Reportar erro
0
EUA e Grécia continuam a ser temas de destaque nos mercados, a que se juntam as indicações de que a oferta de petróleo estará a aumentar, penalizando os preços da matéria-prima.

A produção de petróleo na China subiu para um recorde em Outubro e a expectativa é que também as reservas da matéria-prima cresçam nos Estados Unidos esta semana. Com uma maior quantidade do “ouro negro” nos mercados, os preços tendem a cair e é isso que está hoje a acontecer.

Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), negociados em Nova Iorque, perdem 0,60% para negociarem nos 85,06 dólares por barril. Já ontem, estes contratos tinham perdido terreno ainda a aliviar da subida superior a 1% de sexta-feira.

Já em Londres, onde se transaccionam os contratos futuros de Brent do Mar do Norte, os preços desvalorizam-se 0,43% para os 108,60 dólares por barril, dando, igualmente, continuidade à quebra que se verificou já ontem.

A contribuir para o movimento do dia de hoje está, principalmente, a informação de que a produção de petróleo na China subiu 8,4% para 17,9 milhões de toneladas métricas em Outubro face ao mesmo mês do ano anterior, segundo cita a agência Bloomberg.

Da mesma forma, os inventários de crude nos Estados Unidos deverão registar um aumento de 2,5 milhões de barris para um total de 377,2 milhões na semana passada, segundo uma sondagem compilada pela agência de informação.

Uma maior produção de petróleo e um crescimento das reservas apontam para um aumento da matéria-prima disponível. Com uma subida da oferta, os preços tendem a cair.

EUA e Grécia continuam a ser motivo para quebras

O precipício orçamental dos Estados Unidos continua a ditar o comportamento negativo dos preços do petróleo, já que este movimento, em que deverão ocorrer aumentos de impostos e cortes de despesa automáticos no início de 2013, poderá conduzir a maior economia do mundo para uma recessão económica. O presidente Barack Obama convidou já os rivais republicanos no Congresso para que, na semana próxima, iniciem conversações na Casa Branca para evitar esse precipício orçamental.

Do lado da Grécia, os ministros das Finanças da Zona Euro, reunidos ontem, aprovaram a extensão de dois anos para a redução do défice orçamental. Atenas só precisa de atingir um défice de 2% do produto interno bruto (PIB) apenas em 2016. Apesar dessa decisão, só a 20 de Novembro é que os mesmos governantes se encontram para tomarem uma outra decisão, desta vez sobre a libertação da próxima tranche da ajuda externa.

4
Enviar por email
Reportar erro
0
pesquisaPor tags: