Obrigações Prémio de risco da dívida portuguesa recua para mínimo de 18 meses

Prémio de risco da dívida portuguesa recua para mínimo de 18 meses

Os juros de Portugal têm aliviado, enquanto os da Alemanha têm subido, o que faz com que o “spread” da dívida portuguesa recue para mínimos de Janeiro de 2016.
Prémio de risco da dívida portuguesa recua para mínimo de 18 meses
Bloomberg
Sara Antunes 12 de julho de 2017 às 09:50

As taxas de juro a 10 anos de Portugal estão a descer 3,3 pontos base para 3,118%, numa altura em que a "yield" dos juros alemães sobe 6 pontos para 0,609%, o que representa o valor mais elevado desde Janeiro de 2016.

 

Esta evolução dos juros dos dois países reduz o prémio de risco associado à dívida nacional para pouco mais de 250 pontos base, o que corresponde ao valor mais baixo dos últimos 18 meses.

 

Isto num dia em que Portugal regressa ao mercado para emitir dívida de longo prazo. A agência que gere a dívida pública, o IGCP, vai realizar esta manhã um duplo leilão, tentando captar um máximo de mil milhões de euros.

 

Um dos leilões servirá para emitir dívida a 28 anos, um prazo pouco recorrente. Esta é a terceira vez na história que o país emite dívida com uma maturidade próxima de 30 anos.

 

O leilão vai decorrer esta manhã, com o mercado a apontar para que a emissão possa custar cerca de 4%, em juros. A confirmar-se Portugal conseguirá pagar um juro mais baixo do que o registado no início do ano para se financiar a dez anos.

A pressão sobre a dívida portuguesa tem diminuído, com algumas casas de investimento a salientarem as melhorias conseguidas pelo país. Ainda ontem a Nomura Asset Management revelou que aumentou "significativamente" a sua posição na dívida portuguesa, justificando esta decisão com "os fundamentais relativamente fortes e a estibilidade política" que se vive no país. 




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