Taxas de juro Presidente da Fed de Boston defende aumento mais rápido dos juros

Presidente da Fed de Boston defende aumento mais rápido dos juros

Sem um ajuste mais acelerado do preço do dinheiro na maior economia do mundo, Eric Rosengren diz que a política da Reserva Federal corre o risco de "falhar o tiro" tanto em matéria de inflação como de emprego.
Presidente da Fed de Boston defende aumento mais rápido dos juros
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 09 de janeiro de 2017 às 14:41

O presidente da Fed de Boston, Eric Rosengren, apelou à Reserva Federal norte-americana para que acelere o aumento dos juros nos Estados Unidos, alertando para os riscos para a inflação e para o emprego se tal não acontecer.


"Estamos agora a aproximar-nos de níveis de emprego e inflação consistentes com ambos os elementos do mandato dual da Fed – estabilidade de preços e máximo emprego sustentável," afirmou Rosengren esta segunda-feira, 9 de Janeiro, perante a Connecticut Business and Industry Association. Pelo que é necessário, acrescentou, "normalizar gradualmente" a política monetária norte-americana, "mais rápido do que no ano passado (…) para evitar que a economia falhe dramaticamente ambos os elementos" desse "mandato" disse, citado pela Reuters e pelo Financial Times.

Sem esses "aumentos graduais" e continuando ao ritmo actual – em que o preço do dinheiro na maior economia do mundo só aumentou por duas vezes no espaço de um ano, registando as primeiras subidas de juros desde 2008 -, o responsável adverte que a taxa de desemprego (actualmente nos 4,7%) pode atingir valores insustentáveis e levar a inflação a superar o objectivo de ficar perto mas abaixo dos 2% "colocando a recuperação económica em risco".


A Fed aumentou juros em Dezembro, pela segunda vez num ano, e assinalou a possibilidade de três subidas em 2017. Actualmente sem direito a votação no comité de política monetária - depois de ter estado no comité em 2016, a Fed de Boston voltará a ter assento naquele órgão em 2018 no âmbito da rotação anual entre membros das reservas estaduais -, Rosengren considerou este ritmo de subidas anunciado como "razoável se continuarmos a assistir a um crescimento real do PIB mais rápido que a chamada taxa ‘potencial’."


A contribuir para o alerta do responsável estão os dados conhecidos esta sexta-feira, que dão conta de um aumento dos salários dos trabalhadores em Dezembro ao ritmo mais elevado desde 2009, enquanto o desemprego ficou em 4,7% em Dezembro, uma décima percentual acima do mínimo de nove anos registado no mês anterior.




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