Petróleo Procura de petróleo atingirá maior aumento em dois anos

Procura de petróleo atingirá maior aumento em dois anos

A previsão é da Agência Internacional de Energia, no seu relatório mensal de Agosto. A conduzir os preços está o previsível aumento do consumo dos dois lados do Atlântico. Os preços do barril inverteram para ganhos na última hora.
Procura de petróleo atingirá maior aumento em dois anos
Paulo Zacarias Gomes 13 de setembro de 2017 às 11:19
A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que a procura de petróleo a nível internacional tenha este ano o maior aumento desde 2015, influenciada pelo aumento do consumo na Europa e nos Estados Unidos. A procura para 2017 foi esta quarta-feira, 13 de Setembro, revista em alta por aquela instituição para 1,6 milhões de barris por dia (mais 100 mil barris), refere a Bloomberg.

A AIE dá no entanto conta de que, apesar de uma maior pressão da procura, vai continuar o reequilíbrio nos mercados internacionais a braços com a sobreprodução, não só com o esforço da OPEP (cuja produção cai pela primeira vez em cinco meses), mas também com a quantidade de produtos refinados nos países desenvolvidos a caminhar para níveis abaixo da média dos últimos cinco anos "muito em breve".

Já o impacto recente na capacidade de produção e refinação dos dois furacões (Harvey e Irma) no Texas e Florida deverá ser limitado no tempo, com o relatório mensal da AIE a estimar que as reservas existentes nos dois territórios, prévias aos fenómenos climáticos, estavam em níveis "confortáveis". Mesmo assim, a produção do país foi influenciada negativamente, caindo em cerca de 200 mil barris por dia em Agosto e 300 mil por dia em Setembro.

Depois da divulgação do documento, os preços do barril de petróleo em Nova Iorque e em Londres inverteu para valorizações, estando o West Texas Intermediate a subir 0,77% para 48,6 dólares e o Brent do Mar do Norte, referência para as compras de Portugal, a ganhar 0,61% para 54,60 dólares.

"Com base nas apostas recentes dos investidores, há a expectativa de contracção no mercado e que os preços aumentem, ainda que de forma muito modesta," afirmou a agência.

A AIE deu ainda conta de que Agosto foi o primeiro mês de queda de produção internacional desde Abril, e que no mesmo período os países parceiros exteriores à OPEP (incluindo a Rússia), atingiram pela primeira vez plenamente os objectivos de redução da produção acordados com o cartel, para o que contribuiu a paragem para manutenção de campos petrolíferos no Cazaquistão e na Rússia.

(Notícia corrigida às 12:40, com referência ao maior aumento da procura desde 2015 ao contrário do que anteriormente se referia, que a procura aumentaria para o nível de 2015)



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