Bolsa PSI-20 cai pelo quarto dia com queda superior a 3,5% do BCP

PSI-20 cai pelo quarto dia com queda superior a 3,5% do BCP

A bolsa lisboeta negociou no vermelho pela quarta sessão seguida, recuando mesmo para mínimos de duas semanas. Com uma queda de mais de 3,5%, o BCP foi a cotada que mais pressionou.
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David Santiago 01 de fevereiro de 2018 às 16:43

O PSI-20 encerrou a sessão bolsista desta quinta-feira, 1 de Fevereiro, a perder 1% para 5.606,88 pontos, com 12 cotadas em queda, cinco em alta e uma inalterada, no quarto dia consecutivo de perdas para o principal índice nacional que chegou a transaccionar no valor mais baixo desde 17 de Janeiro. O PSI-20 registou a maior queda diária desde 3 de Novembro.

Na Europa também predominou o pessimismo com a generalidade das principais bolsas do Velho Continente a registarem quedas. Tal como a bolsa lisboeta, também o índice de referência europeu Stoxx 600 recuou pela quarta sessão seguida, tendo tocado em mínimos de 4 de Janeiro. O índice alemão DAX liderou as perdas numa altura em que é grande a divisão no seio do SPD quanto à renovação da grande coligação com o bloco conservador de Angela Merkel.

A justificar as quedas verificadas na Europa está a perspectiva de que a subida da inflação - ontem foi divulgado que na Zona Euro os preços nos consumidores caíram menos do que o esperado - continuará a provocar subidas nos juros das obrigações de dívida, aumentos que, por sua vez, estão a contagiar os mercados accionistas.

Em Lisboa, desta feita voltou a ser o BCP a cotada com maior contributo para definir a tendência do PSI-20. O banco liderado por Nuno Amado perdeu 3,69% para 0,3102 euros (maior queda desde 11 de Setembro do ano passado), no mesmo dia em que o BPI apesar de ter elevado o preço-alvo atribuído à instituição acabou por descer a recomendação sobre os títulos do banco de "comprar" para "underperform", considerando verificar-se um limitado potencial de valorização.

 

O BCP continua também a ajustar face aos fortes ganhos acumulados nas primeiras semanas de 2018. 

Também a penalizar esteve o sector do retalho, em especial a Sonae que recuou 0,93% para 1,281 euros, isto no dia em que a cotada anunciou a concretização da fusão entre a Sport Zone e a britânica JD Sprinter. Já a Jerónimo Martins cedeu 0,20% para 17,12 euros. 

Ainda do lado das quedas, a Pharol afundou 6,94% para 0,2145 euros numa sessão em que negociou em mínimos de 3 de Janeiro depois de o Ministério Público do Rio de Janeiro ter recorrido contra o plano de recuperação judicial da brasileira Oi, operadora de telecomunicações detida em mais de 20% pela cotada portuguesa. A Nos seguiu a tendência com uma queda de 1,37% para 5,41 euros.

A penalizar o PSI-20 esteve ainda o sector do papel e os CTT (-0,58% para 3,43 euros). A Altri perdeu 2,47% para 4,745 euros, a Navigator deslizou 1,81% para 4,44 euros e a Semapa resvalou 0,33% para 18,32 euros. 

Nota positiva para o sector energético, com a Galp Energia a somar 1,17% para 15,55 euros, a EDP Renováveis a avançar 0,50% para 7,085 euros e a EDP a apreciar 0,14% para 2,833 euros, isto apesar de o BPI ter cortado a avaliação da eléctrica. Em contraciclo esteve a REN que cedeu 0,24% para 2,508 euros. 

Destaque para a Mota-Engil que valorizou 1,63% para 4,065 euros num dia em que ao transaccionar nos 4,195 euros por acção atingiu máximos de Novembro de 2014. 

(Notícia actualizada às 16:53)




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