Bolsa PSI-20 cai penalizado pelo retalho

PSI-20 cai penalizado pelo retalho

A bolsa lisboeta iniciou a semana a negociar em terreno negativo, com o PSI-20 a ser pressionado pelas desvalorizações registadas pela Jerónimo Martins e pela Sonae.
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David Santiago 20 de novembro de 2017 às 08:09
O PSI-20 abriu a sessão desta segunda-feira, 20 de Novembro, a recuar 0,16% para 5.250,42 pontos, com 10 cotadas em queda, seis em alta e duas inalteradas. A praça lisboeta segue assim a tendência de queda registada na generalidade das principais praças do Velho Continente.  

A pressionar a negociação nas bolsas europeias está a incerteza política na Alemanha, a maior economia do Velho Continente. Após uma maratona negocial que se prolongou até à madrugada desta segunda-feira, a chanceler alemã confirmou que as conversações com liberais (FDP) e Verdes para a formação de uma coligação de governo fracassaram. 

Angela Merkel vai esta segunda-feira comunicar ao presidente alemão o insucesso nas negociações, ficando nas mãos de Frank-Walter Steinmeier a eventual marcação de novas eleições. O presidente alemão poderá também convidar Merkel a liderar um governo minoritário. O euro está também a ser pressionado pela possibilidade de novas eleições na Alemanha, com a moeda única a cair 0,26% para 1,1759 dólares. 

Por cá, é o sector do retalho que mais pressiona, com a Jerónimo Martins a perder 0,48% para 15,71 euros e a Sonae a resvalar 0,40% para 1,008 euros. 

Nota negativa também para os CTT, que deslizam 1,20% para 3,12 euros, e para o BCP, que cai 0,24% para 0,2534 euros depois de na sexta-feira o banco liderado por Nuno Amado ter visto fracassar a tentativa de compra da filial polaca do Deutsche Bank.

O sector energético também começou a semana no vermelho, com a Galp Energia a desvalorizar 0,32% para 15,64 euros, a EDP a cair 0,14% para 2,911 euros, a EDP Renováveis a ceder 0,03% para 6,894 euros. A excepção cabe à REN que sobe ténues 0,08% para 2,621 euros. 

Destaque pela positiva para a Pharol que soma 0,88% para 0,344 euros depois do tribunal ter admitido intervir no processo de reestruturação da brasileira Oi, operadora de telecomunicações detida em mais de 20% pela cotada portuguesa. 

(Notícia actualizada às 8:16)