Bolsa PSI-20 contraria Europa e fecha no vermelho pressionado pelos CTT

PSI-20 contraria Europa e fecha no vermelho pressionado pelos CTT

Com uma queda superior a 9%, os CTT pressionaram a bolsa nacional que terminou a semana em terreno negativo em contraciclo com as principais praças europeias. Também o BCP penalizou com uma queda de mais de 1,5%.
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David Santiago 12 de janeiro de 2018 às 16:40
O PSI-20 encerrou a sessão desta sexta-feira, 12 de Janeiro, a perder 0,37% para 5.623,41 pontos13 cotadas em queda e as restantes cinco em alta, no segundo dia sebguido de perdas. A bolsa lisboeta contrariou a tendência de ganhos que predominou na Europa, num dia em que os investidores europeus receberam com maior optimismo a notícia de que Angela Merkel e Martin Schulz alcançaram um acordo de princípio para a formação de governo na Alemanha. 

A penalizar o sentimento em Lisboa estiveram os CTT que afundaram 9,25% para 3,494 euros, com os correios nacionais a transaccionarem em mínimos de 19 de Dezembro do ano passado. As fortes perdas hoje registadas pela empresa liderada por Francisco Lacerda acontecem depois de a Anacom ter apertado os critérios de qualidade de serviço que os CTT têm de cumprir.

Também a pressionar esteve o BCP que resvalou 1,63% para 0,2959 euros.

No sector energético o sentimento dividiu-se, com a EDP a desvalorizar 1,18% para 2,852 euros, isto depois de a eléctrica ter ontem comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que o Norges Bank reforçou a posição na cotada liderada por António Mexia, tendo passado a deter 3,11% do capital da empresa. Já a Galp Energia cedeu 0,18% para 16,25 euros e a REN deslizou 0,24% para 2,526 euros, enquanto a EDP Renováveis apreciou 0,28% para 7,07 euros.

Também em queda transaccionaram a Nos (-0,99% para 5,50 euros) e a Pharol (-1,31% para 0,2645 euros).

A impedir uma ainda maior desvalorização do PSI-20 esteve o sector do retalho. A Sonae somou 2,87% para 1,217 euros, valor que representa um máximo de 19 de Agosto de 2015. Já a Jerónimo Martins ao tocar nos 17,46 euros por acção durante o dia esteve em máximos de 26 de Julho de 2017, com a retalhista a terminar a sessão com uma subida de 4,40% para 17,305 euros. 

Os ganhos alcançados nesta sessão pela dona do Pingo Doce acontecem depois de esta quinta-feira a cotada ter reportado que concluiu 2017 com um volume de negócios de 16,27 mil milhões de euros, mais 11,3% do que um ano antes.

(Notícia actualizada às 16:50)



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