Bolsa PSI-20 em mínimos de um mês completa maior série de quedas desde Janeiro

PSI-20 em mínimos de um mês completa maior série de quedas desde Janeiro

A bolsa nacional acompanhou a tendência negativa das principais praças europeias, penalizada sobretudo pelo BCP, EDP e Galp Energia.
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Rita Faria 25 de outubro de 2017 às 16:44

A bolsa nacional completou esta quarta-feira, 25 de Outubro, a maior série de quedas desde Janeiro, encerrando com sinal vermelho pela quinta sessão consecutiva. O PSI-20 atingiu mesmo o valor mais baixo desde 28 de Setembro com um recuo de 0,84% para 5.368,70 pontos, com 14 cotadas em queda, três em alta e uma inalterada.

Lisboa acompanhou desta forma a tendência negativa das principais praças europeias, arrastadas pela performance de empresas como a Société Bic e a GlaxoSmithKleine. A Société Bic afunda mais de 8%, depois de as receitas terem fico abaixo das estimativas dos analistas e a GlaxoSmithKleine desce quase 6%, com os investidores focados em potenciais problemas desde o interesse da empresa em activos da Pfizer ao seu compromisso com o pagamento de dividendos.

O índice de referência para a Europa cai 0,60% para 387,01 pontos, numa altura em que todos os grandes índices bolsistas seguem no vermelho.

Por cá, o BCP e as cotadas da energia foram as que mais penalizaram o PSI-20. O banco liderado por Nuno Amado desvalorizou 1,34% para 24,97 cêntimos, enquanto na energia a Galp recuou 1,32% para 15,35 euros, a EDP perdeu 0,67% para 2,95 euros e a EDP Renováveis deslizou 0,95% para 6,991 euros. 

A contribuir para as descidas estiveram também as cotadas do sector do retalho e da pasta e papel. A Sonae perdeu 1,65% para 1,013 euros e a Jerónimo Martins desvalorizou 0,32% para 15,78 euros, antes de apresentar os resultados relativos ao terceiro trimestre do ano.

No sector da pasta e do papel, a Altri caiu 1,10% para 5,413 euros, a Semapa recuou 0,53% para 16,82 euros e a Navigator perdeu 1,08% para 4,287 euros, depois de o CaixaBI ter antecipado ontem que a empresa liderada por Diogo da Silveira terá visto o seu resultado líquido descer 1,1% no terceiro trimestre para 48,3 milhões de euros.

Considerando os primeiros nove meses do ano, os lucros terão aumentado 7,5% para 144,3 milhões de euros.
 

Com sinal verde encerraram apenas a Pharol, a Ibersol e a Mota-Engil.

Fora do PSI-20, a Impresa valorizou 3,11% para 33,2 cêntimos, a beneficiar do anúncio de que a empresa fechou os primeiros nove meses do ano com prejuízos de 165 mil euros, uma melhoria de 71,8% face ao mesmo período de 2016.



(Notícia actualizada às 16:50)




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