Bolsa PSI-20 em queda ligeira alivia de máximos

PSI-20 em queda ligeira alivia de máximos

A bolsa nacional segue em terreno negativo, depois de ter atingido máximos de Novembro de 2015, penalizada por pesos pesados como a Jerónimo Martins e a Galp.
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Rita Faria 13 de outubro de 2017 às 08:24

O PSI-20 está a negociar em queda ligeira esta sexta-feira, 13 de Outubro, depois de ter atingido máximos de Novembro de 2015 na sessão de ontem. Nesta altura, o principal índice nacional desce 0,10% para 5.451,64 pontos.

Na Europa, os índices bolsistas seguem sem uma tendência definida, após uma sessão positiva nas praças asiáticas, com as acções a tocarem máximos de dez anos, animadas por dados vindos da China. Em Setembro, as exportações da segunda maior economia do mundo cresceram 8,1%, enquanto as importações aumentaram 18,7%, sugerindo que o país continua a crescer a um forte ritmo.

Na bolsa nacional, as perdas estão a ser determinadas por alguns dos pesos pesados do PSI-20, como a Jerónimo Martins e a Galp Energia.

A retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos recua 0,13% para 15,77, depois de o banco de investimento Jefferies ter cortado a recomendação para as acções de "comprar" para "manter" e o preço-alvo para 16 euros.

A Galp cai 0,10% para 15,18 euros e a EDP Renováveis perde 0,28% para 7,10 euros. Ainda neste sector, a EDP escapa ao vermelho com uma subida de 0,06% para 3,119 euros.

Também o BCP negoceia em terreno negativo. O banco liderado por Nuno Amado recua 0,04% para 24,61 cêntimos, apesar de o BPI ter reiniciado a cobertura das acções com uma recomendação de "comprar" e um preço-alvo de 33 cêntimos, apoiado na perspectiva positiva para a evolução dos resultados e para a redução dos activos não rentáveis (NPE).

A Mota Engil perde 0,75% para 3,305 euros um dia depois de dar a conhecer que fez no México uma operação de securitização avaliada em 88 milhões de euros, relacionada com uma parceria público-privada rodoviária.

Em nota de análise, o CaixaBI considera que são "notícias positivas" para a construtora que
 mostra "capacidade de recorrer ao mercado de capitais numa geografia onde tinha uma carteira de encomendas de 1,8 mil milhões de euros no final de 2016".

 

Do lado dos ganhos destacam-se os títulos da Pharol, que continuam a beneficiar da apresentação do novo plano de recuperação judicial apresentado pela brasileira Oi. Os títulos da antiga PT SGPS ganham 2,94% para 49 cêntimos, depois de já ontem terem disparado mais de 13%.

A Sonae Capital está inalterada depois de ontem ter anunciado a aquisição de uma central de co-geração à Sonae Arauco (parceria da Sonae Indústria com os chilenos da Arauco), num investimento de 900 mil euros mas que pressupõe o desenvolvimento de uma nova central que custará 45 milhões de euros.

Os analistas do CaixaBI destacam que a transacção reforça a capacidade instalada da Sonae Capital na área da geração de energia, para cerca de 83MW, detendo activos de várias tecnologias. "Por outro lado, a empresa aumenta a previsibilidade das suas receitas e rentabilidade, pela maior estabilidade das receitas e cash-flows do sector de energia", acrescentam. 

 




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