Bolsa PSI-20 em queda pela segunda sessão com BCP e Pharol a penalizar

PSI-20 em queda pela segunda sessão com BCP e Pharol a penalizar

A bolsa nacional está a acompanhar a tendência negativa das principais praças europeias no arranque da semana, penalizada pela descida do BCP e pela queda superior a 3,5% da antiga PT SGPS.
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Rita Faria 27 de novembro de 2017 às 08:16

A bolsa nacional está a negociar em queda esta segunda-feira, 27 de Novembro, pela segunda sessão consecutiva, com o PSI-20 a descer 0,27% para 5.269,33 pontos. Das 18 empresas que formam o principal índice nacional, 12 estão a desvalorizar e seis a subir.

Na Europa, os principais índices também negoceiam com sinal vermelho, no dia em que poderá ser votada, no Senado dos Estados Unidos, a reforma fiscal norte-americana, que prevê uma descida dos impostos sobre as empresas.

Em Lisboa, o BCP e a Pharol são as cotadas que mais pressionam o PSI-20. A antiga PT SGPS desliza 3,68% para 34 cêntimos enquanto o BCP desce 0,12% para 24,9 cêntimos, no dia em que dá início a um roadshow para se financiar em 300 milhões de euros. Para tal, emitirá obrigações a 10 anos, passíveis de serem reembolsadas no final de cinco anos. Esta emissão servirá para reforçar o rácio de capital suplementar Tier 2.

 

A contribuir para a tendência negativa do PSI-20 estão ainda as cotadas do sector da energia, com excepção da Galp, que avança uns ligeiros 0,03% para 15,93 euros.

 

A EDP recua 0,31% para 2,90 euros, a EDP Renováveis perde 0,36% para 6,87 euros e a REN desliza 0,45% para 2,427 euros. As acções da empresa liderada por Rodrigo Costa continuam a ser penalizadas pela forte descida dos direitos que, nesta altura, afundam 4,23% para 13,6 cêntimos.

 

Esta forte pressão vendedora nos direitos estará a ser exercida pelos accionistas que receberam estes títulos mas não pretendem subscrever novas acções no aumento de capital. Com as acções e os direitos a negociarem em simultâneo a tendência será para os dois títulos transaccionarem em equilíbrio e ser a evolução dos direitos a mandar no rumo da cotação das acções. 

Do lado das subidas, além da Galp Energia, estão apenas a Semapa, a Nos, a Ibersol, a Sonae Capital e a Mota-Engil. 




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