Bolsa PSI-20 fecha segunda semana seguida com perdas superiores a 4%

PSI-20 fecha segunda semana seguida com perdas superiores a 4%

A praça lisboeta negociou no vermelho pelo segundo dia, acumulando a segunda semana consecutiva a desvalorizar acima de 4%. Quedas do BCP, da Galp e da Nos contribuíram para mais uma prestação negativa do principal índice nacional.
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David Santiago 09 de fevereiro de 2018 às 16:45

O PSI-20 fechou a sessão desta sexta-feira, 9 de Fevereiro, a perder 1,55% para 5.294,90 pontos, com 15 cotadas em queda, duas em alta e uma inalterada, no segundo dia consecutivo de perdas. Depois de desvalorizar perto de 4,5% na semana passada, a bolsa lisboeta fechou esta semana com um saldo acumulado negativo de 4,02%. No acumulado do ano o PSI-20 recua já 1,73%, o que compara com o ganho de mais de 7% que chegou a marcar em Janeiro.

 

O principal índice nacional seguiu a tendência de perdas registada nas principais praças europeias, com o índice de referência europeu Stoxx 600 a registar também a segunda sessão consecutiva a transaccionar em terreno negativo.

 

Foi uma semana díficil e bem negativa nas principais praças mundiais. Depois da "segunda-feira" negra e de novas quedas na terça-feira, a sessão de quarta-feira permitiu recuperar parcialmente das desvalorizações acumuladas.

 

Contudo, os últimos dois dias foram novamente pintados de vermelho carregado, com grande volatilidade a persistir nos mercados bolsistas. A contribuir para esta volatilidade está a perspectiva de os bancos centrais adoptarem políticas monetárias mais agressivas, em especial através do aumento dos juros, isto porque a inflação está a crescer.

 

Em Lisboa, o BCP voltou a contribuir de forma decisiva para a direcção seguida pela bolsa nacional na sessão de hoje. O banco liderado por Nuno Amado perdeu 3,15% para 0,2894 euros. Apesar das fortes quedas nas últimas semanas, o BCP ainda mantém uma valorização de quase 6,50% desde o início de 2018.

Também a pressionar esteve a Nos (-2,74% para 4,902 euros) e a Galp Energia (-1,29% para 14,505 euros), com a petrolífera a acompanhar a tendência de forte queda do preço do petróleo nos mercados internacionais, isto numa altura em que em Londres o Brent cai mais de 2% para 63,30 dólares por barril, o que representa o valor mais baixo do ano.

 

Ainda no sector energético, o pessimismo persistiu com a EDP Renováveis a perder 0,79% para 6,885 euros, a EDP a recuar 0,63% para 2,697 euros e a REN a ceder 0,08% para 2,428 euros.

 

Com quedas acentuadas fecharam também a Mota-Engil (-3,28% para 3,54 euros) e a Pharol (-4,72% para 0,212 euros), isto depois de na noite de ontem ter sofrido uma derrota judicial na intenção de substituir a gestão da Oi.


No sector do retalho o sentimento dividiu-se com a Sonae a desvalorizar 2,63% para 1,187 euros e a Jerónimo Martins a somar 0,56% para 17,015 euros, tendo a dona do Pingo Doce sido a cotada que mais contribuiu para travar uma maior descida do PSI-20. 

Por fim, a outra cotada que transaccionou em alta foram os CTT que apreciaram 0,42% para 3,332 euros na sessão. 

(Notícia actualizada às 16:50)




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