Bolsa PSI-20 inverte sinal e desce para mínimos de dois meses

PSI-20 inverte sinal e desce para mínimos de dois meses

A bolsa nacional acompanha a tendência negativa das principais praças europeias, com a maioria das cotadas em queda. A Jerónimo Martins e a Sonae são as que mais penalizam.
PSI-20 inverte sinal e desce para mínimos de dois meses
Pedro Catarino/CM
Rita Faria 13 de novembro de 2017 às 11:08

A bolsa nacional, que arrancou a semana com sinal positivo, já inverteu para o lado das perdas, penalizada pelas empresas do retalho. Em queda pela quarta sessão consecutiva, o PSI-20 desliza 0,53% para 5.273,65 pontos, o valor mais baixo desde 18 de Setembro. 14 cotadas estão em queda, duas em alta e duas inalteradas.

 

Na Europa, os principais índices também seguem no vermelho, à excepção do londrino Footsie, que está a beneficiar da desvalorização da libra, provocada pelos receios em torno da liderança da primeira-ministra Theresa May e da sua capacidade de conduzir as negociações do Brexit.

 

Num dia em que não há dados económicos relevantes na agenda dos investidores, o Stoxx600, cai 0,36% para 387,29 pontos, naquela que é já a quinta sessão consecutiva de perdas - a mais longa série de desvalorizações desde Maio. Esta evolução acontece depois de, na sexta-feira, o índice de referência para a Europa ter completado a pior semana em três meses.

 

Em Lisboa, a Jerónimo Martins e a Sonae são as cotadas que mais pressionam o PSI-20. A dona dos supermercados Pingo Doce desvaloriza 0,95% para 15,645 euros enquanto a Sonae desce 1,52% para 97,5 cêntimos, a dois dias de apresentar os seus resultados dos primeiros nove meses do ano. Os analistas do CaixaBI acreditam que a empresa co-liderada por Paulo Azevedo fechou esse período com lucros de 121 milhões de euros, o que compara com 137 milhões de euros no ano passado.

 

A contribuir para a queda do principal índice nacional está também a Corticeira Amorim, que perde 3,41% para 11,19 euros, a Pharol, com uma desvalorização de 4,58% para 37,5 cêntimos, e a Novabase, que afunda 10,91% para 3,20 euros, no dia em que está a descontar o dividendo que será pago a 15 de Novembro. Sem este efeito, os títulos estariam a subir 3%.

 

Em queda estão ainda as acções dos CTT, que atingiram na sexta-feira um novo mínimo histórico de 3,169 euros. Nesta altura, recuam 1,07% para 3,226 euros.

 

Na energia, a EDP desce 0,07% para 2,984 euros, a EDP Renováveis sobe 0,17% para 7,006 euros, a Galp segue inalterada em 16,22 euros e a REN cai 1,35% para 2,624 euros, depois de ter sido revelado que o aumento de capital de 250 milhões de euros da empresa será feito a 1,877 euros por acção.

 

Além da EDP Renováveis, só o BCP negoceia em alta, antes de apresentar os seus resultados dos primeiros nove meses do ano. As acções ganham 0,28% para 25,02 cêntimos.

 

Os analistas estão a contar com resultados líquidos acima de 130 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, contra prejuízos de 251 milhões de euros no mesmo período do ano passado.

 

As estimativas do CaixaBI apontam para resultados líquidos de 137,5 milhões de euros, enquanto o BPI tem uma previsão ligeiramente inferior (131 milhões de euros).




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comentários mais recentes
joaoferreira1 Há 1 semana

O parolito..querias tu dizer.

Anónimo Há 1 semana

Hoje , mais um festival da familia Azevedo Sonae em exibição num cinema perto de si, digo , na Bolsa de Lisboa... Incluido na secção "Filmes de Terror"... Naturalmente !

o pharolito hoje está de DIARREIA Há 1 semana

está sentado na sanita com o portatil na mão á espera que a pharol chegue aos 0.60 que é para vender TUDO

o BCP vai ultrapassar os 0.275 esta sema Há 1 semana

ATÉ ao fim deste ano 2017 a PHAROL vai - se aproximar dos 0.10 ao passo que o MILENIUM BCP vai - se aproximar dos 0.50 . O GRANDE OLHARAC : o GURU do MILENIUM BCP NUNCA FALHA

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