Bolsa PSI-20 no vermelho perde quase 4% em cinco dias

PSI-20 no vermelho perde quase 4% em cinco dias

A sessão ainda não terminou mas o PSI-20 no acumulado da semana desce 3,80% nesta que é a quinta sessão de quedas consecutivas. O cenário na Europa é também negativo, com os resultados das empresas a captarem o foco dos investidores.
PSI-20 no vermelho perde quase 4% em cinco dias
Miguel Baltazar

O final desta semana coincide com o quinto dia – para já – de perdas consecutivas do PSI-20. O principal índice da bolsa de Lisboa perde por esta altura 1,02% para 5.549,81 pontos, tendo já recuado para os 5.542,36 pontos, o que representa o valor mais baixo desde 3 de Janeiro deste ano. Olhando para o acumulado da semana, o PSI-20 desvaloriza para já 3,80%.

Entre as principais praças europeias, o sentimento é também de perdas, nesta que é também a quinta sessão consecutiva de quedas, o que corresponde à série de quedas mais prolongada desde Novembro. As acções continuam a ser penalizadas pela alta dos juros das obrigações e também pelos resultados desfavoráveis apresentados por diversas cotadas.

É o caso da Alphabet, dona da Google, que apresentou lucros abaixo do esperado, e também da Apple, que apresentou estimativas de receitas que decepcionaram os investidores. Já hoje, na Europa, as notícias são também negativas, já que as acções do Deutsche Bank afundam depois do banco alemão ter apresentado resultados que ficaram abaixo do esperado.

BCP pressiona

Com 12 empresas a negociar em terreno negativo, cinco em alta e uma inalterada, o BCP é um dos títulos que mais pressiona o comportamento da praça nacional. O banco liderado por Nuno Amado desvaloriza 2,39% para 30,28 cêntimos. Esteve já, contudo, nos 30,04 cêntimos, quando caiu 3,16%, o que corresponde ao valor mais baixo desde 19 de Janeiro.

Esta manhã, o Bank Millennium, banco polaco participado em 50,1% pelo BCP, obteve lucros de 681 milhões de zlotys (160 milhões de euros) em 2017 e 180 milhões de zlotys (42 milhões de euros) no quarto trimestre. De acordo com a Bloomberg, os resultados do quarto trimestre saíram em linha com as previsões dos analistas, que contavam com valores entre 174 e 186 milhões de zlotys. Para o ano inteiro os analistas esperavam lucros entre 634 e 744 milhões de euros. Porém, a instituição revelou igualmente que não pretende distribuir dividendos entre os accionistas, o que poderá estar a penalizar nesta sessão a evolução do BCP.

Entre os chamados pesos-pesados do índice, a EDP e Jerónimo Martins estão em queda e também pressionam o PSI-20. A eléctrica liderada por António Mexia perde 0,92% para 2,807 euros depois de ontem o BPI ter reduzido a avaliação das acções da EDP de 3,70 euros para 3,40 euros (final de 2018), mantendo a recomendação de neutral devido ao potencial de valorização limitado das acções tendo em conta o novo preço-alvo. O potencial de revisão em baixa das estimativas de resultados, as metas desafiantes para 2020 e o potencial de crescimento limitado fora da área das renováveis são os factores que justificam a visão menos optimista do BPI.

Ainda neste sector, a REN acompanha o sentimento negativo da eléctrica, recuando 0,64% para 2,492 euros. Já a EDP Renováveis e a Galp Energia estão em alta ligeira, subindo a empresa de energias limpas 0,07% para 7,09 euros e a petrolífera 0,03% para 15,555 euros. Os preços do petróleo estão sem uma tendência definida nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, cede 0,16% para 69,54 dólares por barril.

No retalho, a Jerónimo Martins perde 0,58% para 17,02 euros enquanto a Sonae desvaloriza 2,50% para 1,249 euros. A Mota-Engil perde 2,83% para 3,95 euros.

No sector da pasta e do papel, e numa altura em que o euro perde terreno face ao dólar, a Altri recua 1,16% para 4,69 euros e a Navigator desce 1,40% para 4,378 euros. Já a Semapa ganha 0,55% para 18,42 euros.

A Nos cede 0,09% para 5,405 euros. A Pharol recua 6,76% para 20 cêntimos, o que corresponde ao valor mais baixo desde Dezembro de 2016. A empresa liderada por Palha da Silva pode estar a ser penalizada pela notícia de que a Oi não pretende realizar, como previsto, a AG no próximo dia 7 de Fevereiro.




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