Bolsa PSI-20 no vermelho pressionado pelo sector energético e Nos

PSI-20 no vermelho pressionado pelo sector energético e Nos

A bolsa de Lisboa inverteu o sentimento positivo do arranque da secção e segue agora em queda penalizado pelas cotadas da energia, Nos e Jerónimo Martins. Entre as restantes praças europeias, o sentimento é agora de perdas.
PSI-20 no vermelho pressionado pelo sector energético e Nos
Bruno Simão/Negócios
Ana Laranjeiro 29 de janeiro de 2018 às 10:54

Depois de uma abertura em alta, o PSI-20 inverteu e segue agora em queda, partilhando o sentimento das principais praças do Velho Continente. O principal índice lisboeta desce 0,21% para 5.756,40 pontos, com 12 cotadas em queda, quatro em alta e duas inalteradas.

O comportamento das praças europeias tem lugar numa altura em que os investidores estão focados na política monetária dos principais bancos centrais. Esta manhã Klaas Knot, governador do banco central da Holanda, defendeu que o programa de compra de activos do Banco Central Europeu tem de terminar "o mais rápido possível". E sugeriu inclusivamente que a compra de activos vai terminar em Setembro.

Do outro lado do mundo, o Banco do Japão esclareceu que o governador Kuroda quando, em Davos, disse que os preços no consumidor estavam finalmente a aproximar-se da meta dos 2%, não estava a perspectivar uma revisão para a inflação.

Comentários que surgem numa altura em que a Reserva Federal norte-americana está prestes a ter um novo líder: Jay Powell vai assumir funções no início do próximo mês.

A marcar ainda o dia nos mercados está a notícia que a suíça AMS, fornecedora da Apple a cotada que mais subiu no ano passado, duplicou as receitas em 2017, para o valor recorde de 1,06 mil milhões de euros, de acordo com a Reuters. Nota também para a Sanofi que pretende adquirir a biotecnológica belga Ablynx por, aproximadamente, 3,9 mil milhões de euros.

Em Lisboa, as acções do sector energético são das que mais pressionam, bem como as da Jerónimo Martins e Nos.

A EDP desce 0,42% para 2,878 euros e a EDP Renováveis cede 0,21% para 7,085 euros. A Galp Energia recua 0,62% para 16,055 euros, numa altura em que os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, perde 0,54% para 70,14 dólares por barril. A REN desliza 0,23% para 2,558 euros.

A Jerónimo Martins perde 0,46% para 17,29 euros e a Sonae desliza 0,31% para 1,267 euros. A Nos cai 1,18% para 5,435 euros.

No sector da pasta e do papel, e numa altura em que o euro perde ligeiramente terreno face ao dólar, a Altri desce 0,20% para 4,955 euros, a Semapa recua 0,65% para 18,46 euros e a Navigator cede 0,13% para 4,538 euros.

A travar uma queda mais expressiva da bolsa nacional estão as acções do BCP, que ganham 0,63% para 33,45 cêntimos. O Negócios avança na edição desta segunda-feira que o banco liderado por Nuno Amado tem melhor arranque na bolsa desde 2013. O valor de mercado do banco aumentou em mais de 900 milhões de euros, desde o início do ano, o que representa uma valorização média de quase 50 milhões de euros por sessão. E os analistas continuam optimistas para as acções.

Em alta estão também os títulos da Corticeira Amorim (+0,19% para 10,34 euros), dos CTT (+0,06% para 3,578 euros) e Pharol (+0,86% para 23,55 cêntimos).




pub