Petróleo Putin admite possibilidade de congelar ou cortar produção de petróleo

Putin admite possibilidade de congelar ou cortar produção de petróleo

Após o acordo entre os membros da OPEP na Argélia, Moscovo mostrou disponibilidade para cooperar com a Organização de Países Exportadores de Petróleo. Preço do barril reagiu em alta.
Putin admite possibilidade de congelar ou cortar produção de petróleo
Bloomberg
Rui Barroso 10 de Outubro de 2016 às 14:07

Vladimir Putin admite que a Rússia, o maior exportador mundial de energia, pode vir a considerar congelar ou mesmo a cortar a produção de petróleo. O presidente russo, citado pela Bloomberg, disse esperar que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) acorde em limitar a produção já em Novembro. E garantiu que, nesse caso, a Rússia apoiaria a decisão.

As declarações de Putin foram feitas no Congresso Mundial de Energia, em Istambul. Além do presidente russo, estão também nesse evento os responsáveis de países da OPEP, como a Arábia Saudita. Khalid Al-Falih, ministro da Energia e da Indústria da Arábia Saudita, referiu mesmo que "não é impensável que vejamos o petróleo a negociar em 60 dólares no final do ano".

Isto depois de em Setembro, os membros da OPEP terem acordado um corte de produção. Apesar desse anúncio, os analistas têm alertado que falta conhecer muitos detalhes da forma como esse acordo será efectivado. Essa negociação será feita na reunião de 30 de Novembro da OPEP, em que se tentará chegar a um acordo sobre quais os países que terão de cortar a produção e em que dimensão.

Antes das declarações de Putin, Alexander Novak, o ministro da energia da Rússia, tinha defendido que a Rússia estava mais disponível para congelar a produção do que propriamente para cortar.

Petróleo sobe mais de 14% desde princípio de acordo da OPEP

A OPEP anunciou um acordo a 27 de Setembro, após reuniões informais que se realizaram na Argélia. Mas bancos de investimento como o Goldman Sachs e o Citigroup mostraram cepticismo sobre a forma como esse princípio de acordo iria ser implementado.

Edward Morse, director de "research" do Citi para o mercado de matérias-primas, considerou que o "acordo foi fraco". E referiu que "sem se saber que números serão seleccionados para o Irão e para a Venezuela, a noção de unanimidade torna-se bem mais ténue".

 

Apesar do cepticismo dos analistas, o preço do Brent valoriza 14,53% desde o anúncio do acordo na Argélia. Esta segunda-feira, valoriza 1,58% para 52,75 dólares. A subida intensificou-se após as declarações de Putin. 




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