Bolsa Quatro índices dos EUA em recorde. É a primeira vez desde 1999

Quatro índices dos EUA em recorde. É a primeira vez desde 1999

As bolsas norte-americanas encerraram em forte alta, impulsionando quatro dos seus principais índices para recordes, o que não acontecia em simultâneo há já 17 anos.
Quatro índices dos EUA em recorde. É a primeira vez desde 1999
Reuters
Carla Pedro 21 de Novembro de 2016 às 21:07

Os investidores dos EUA deram mais um impulso às bolsas, neste arranque de semana, devido à convicção de que as políticas da Administração Trump irão incentivar o crescimento económico.

O Standard & Poor’s 500 encerrou a somar 0,80% para 2.198,19 pontos, o mais alto valor de sempre. Na semana passada tinha já estado muito perto de bater o anterior recorde, marcado a 15 de Agosto nos 2.193,81 pontos, e hoje conseguiu finalmente superar essa fasquia.

Também o índice industrial Dow Jones fechou a estabelecer um novo máximo histórico, a valorizar 0,47% para 18.956,69 pontos, destronando assim o mais recente recorde, que tinha sido atingido há uma semana, a 14 de Novembro, nos 18.934,05 pontos.

O tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, terminou em alta de 0,80% para se fixar nos 5.368,86 pontos, naquele que foi também o seu valor mais elevado de todos os tempos.

A juntar-se ao famoso trio de Wall Street esteve mais um importante índice bolsista norte-americano: o Russell 2000 – que marcou a 12ª sessão consecutiva de ganhos, a sua mais longa série de subidas desde 2003.

No passado dia 11 de Agosto, o Standard & Poor’s 500 e o Dow Jones atingiram recordes absolutos e o Nasdaq marcou um máximo de fecho. A última vez em que os três índices tinham fixado recordes no mesmo dia tinha sido a 31 de Dezembro de 1999. Hoje, juntou-se-lhes o Russell 2000.

Os títulos que mais impulsionaram a tendência altista desta segunda-feira, no outro lado do Atlântico, foram os das matérias-primas, numa altura em que a expectativa de que Donald Trump promova mais crescimento no país tem animado as "commodities", com especial foco nas que estão mais relacionadas com a construção, como é o caso do cobre.


Na sessão de hoje, o grande destaque nas matérias-primas vai para o crude, que disparou mais de 4% em Londres e Nova Iorque, animado pela perspectiva de um entendimento na Organização dos Países Exportadores de Petróleo para o corte de produção acordado em Argel a 28 de Setembro. Com esta valorização do "ouro negro", os títulos ligados à energia foram os que deram mais impulso às bolsas norte-americanas.

A especulação de que a Administração Trump levará a cabo estímulos orçamentais tem também ajudado a puxar pelos títulos de outros sectores que são percepcionados como beneficiando do crescimento económico, como é o caso dos títulos industriais, das farmacêuticas e da banca.

 

Os títulos da banca sobem agregadamente 14% desde os seus máximos de Agosto.

 

"Houve um novo impulso nos mercados accionistas, devido à renovada convicção de que haverá descidas de impostos e estímulos à despesa em 2017 e 2018", comentou à Bloomberg um gestor de activos da Stifer, Nicolaus & Co., Chad Morganlander.

 

Os investidores estão convictos de que a presidente da Reserva Federal norte-americana, Janet Yellen optará por uma política monetária mais apertada, já que Donald Trump pretende estimular os gastos – o que aumentará a inflação.

 

Yellen disse na passada quinta-feira – no seu primeiro discurso após Donald Trump ter ganho as eleições presidenciais – que o banco central está perto de subir novamente as taxas de juro, uma vez que a economia dos EUA continua a ganhar tracção.

 

Estas afirmações sustentaram Wall Street, já que se intensificou a especulação de que a Fed poderá aumentar os juros directores em Dezembro – as probabilidades médias apontadas pelos analistas são de 98%, contra 80% antes das eleições presidenciais – o que animará ainda mais a banca.

 

 

(notícia actualizada às 21:42)




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comentários mais recentes
Zero à esquerda Há 1 semana

Continua a rir com os melões que continuam a proliferar nas cabeças dos politicamente correctos. Ainda não perceberam que já eram

Hélio Marta Há 1 semana

Uma valente bolha. Vai rebentar e nós também.

Teresa Antunes Silva Há 1 semana

Vai ser a festa em wall street!

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