Bolsa Queda inesperada das exportações chinesas atira Wall Street para o vermelho

Queda inesperada das exportações chinesas atira Wall Street para o vermelho

Além de provocar um forte movimento de venda de títulos nos futuros negociados nos Estados Unidos, também as principais praças norte-americanas abriram a sessão em queda após uma descida inesperada das exportações chinesas.
Queda inesperada das exportações chinesas atira Wall Street para o vermelho
Reuters
David Santiago 13 de Outubro de 2016 às 14:33

O índice industrial Dow Jones abriu a sessão desta quinta-feira, 13 de Outubro, a perder 0,55% para 18.043,84 pontos, tal como o tecnológico Nasdaq Composite que começou o dia a recuar 0,74% para 5.200,059 pontos. O S&P500desce 0,7% para 2.125,23 pontos. 

  

A provocar o pessimismo neste início de sessão em Wall Street está a quebra inesperada das exportações chinesas em Setembro, mês em que tombaram 10% face ao período homólogo. Trata-se mesmo da maior queda homóloga desde Fevereiro.

 

A evolução surpreendeu os analistas que não contavam com uma quebra tão acentuada. O volume de importações também caiu em Setembro, isto depois de ter subida inesperadamente em Agosto. Estes dados reavivaram as preocupações em torno daquela que é a segunda maior economia mundial, que vinha, nos últimos meses, dando alguns sinais de recuperação.

 

Os dados relativos ao comportamento das exportações chinesas também já havia atirado para terreno negativo as principais praças bolsistas europeias, que negoceiam no vermelho pela terceira sessão consecutiva.

 

Por outro lado, esta quinta-feira foram conhecidos dados positivos nos Estados Unidos. O número de novos pedidos de subsídios de desemprego esteve em mínimos de 43 anos durante as duas semanas anteriores. Os dados hoje divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos mostram que no período findo em 8 de Outubro, foram registados 246 mil novos pedidos, igual número ao que tinha sido verificado na semana anterior.

 

Estes dados vêm dar força à possibilidade de a Reserva Federal dos Estados Unidos decretar um novo aumento dos juros ainda em 2016, hipótese que tem sido propalada nas semanas mais recentes.

 

Depois de ter apontado a recuperação do mercado laboral como determinante para uma subida dos juros, as minutas da Fed ontem conhecidas vieram confirmar que está próximo o momento em que essa decisão será tomada.

Os investidores continuam a aguardar pela divulgação de resultados por parte das cotadas americanas. Esta sexta-feira será a vez do JPMorgan, Wells Fargo e Citigroup reportarem os números do terceiro trimestre do ano.  O JPMorgan desce 1,18% para 67,328 dólares, o Citigroup cai 1,77% para 47,84 dólares e o Wells Fargo cedeu 0,71% para 44,9999 dólares.

Os analistas consultados pela Bloomberg antecipam uma queda média dos lucros de 1,6% para as cotadas que compõem o S&P500. A confirmar-se este será o sexto trimestre consecutivo de quebra de resultados.




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Anónimo Há 3 semanas

Deve ser culpa do Costa,dos fps e dos reformados .. segundo os pafs.

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