Bolsa Quedas superiores a 3% do grupo EDP e dos CTT arrastam bolsa

Quedas superiores a 3% do grupo EDP e dos CTT arrastam bolsa

A bolsa nacional acentuou a tendência de queda, numa altura em que a esmagadora maioria das cotadas no PSI-20 segue em queda. Grupo EDP e CTT estão em destaque, ao perderem mais de 3%.
Quedas superiores a 3% do grupo EDP e dos CTT arrastam bolsa
Bloomberg
Sara Antunes 03 de novembro de 2017 às 10:23

O PSI-20 desce 1,08% para 5.387,97 pontos, com 12 cotadas em queda, cinco em alta e uma inalterada. Entre os congéneres europeus a tendência é maioritariamente positiva, com o Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, a subir 0,17%.

 

Na bolsa nacional, os resultados apresentados estão a condicionar a negociação das acções. A EDP revelou ao final do dia de ontem que os seus lucros aumentaram 86% para 1.147 milhões de euros. Os resultados da eléctrica foram impulsionados pela venda da Naturgas em Espanha. O EBITDA da EDP cresceu 13% até Setembro, mas excluindo esta operação de venda recuou 4%.

 

As acções estão a reagir em queda, recuando 3,10% para 3,002 euros, com os analistas a considerarem que os resultados ficaram em linha com as estimativas. O BPI vai mais longe considerando os resultados fracos e admitindo que estes números comprometam as metas para o acumulado do ano.

 

A EDP Renováveis segue a mesma tendência e recua 3,86% para 6,883 euros.

 

Ainda a reflectir os resultados dos primeiros nove meses do ano estão os CTT, deslizando 3,49% para 3,65 euros, tendo já tocado nos 3,63 euros, o que corresponde a um novo mínimo histórico. As acções dos CTT continuam assim a afundar, a reflectir os números dos primeiros nove meses. Os lucros caíram, as perspectivas foram reduzidas e o dividendo que será distribuído no próximo ano (referente ao actual exercício) foi cortado em 10 cêntimos para 38 cêntimos. Os resultados não são assim animadores. E provocaram reacções imediatas das casas de investimento, que cortaram significativamente as avaliações dos CTT.

 

Os resultados foram apresentados na terça-feira, 31 de Outubro, já após o fecho do mercado. Desde então, as acções já afundaram praticamente 28%.

 

Mas o vermelho está espalhado. O BCP está a cair 1,25% para 0,2524 euros. A Galp Energia perde 0,40% para 15,995 euros e a Pharol recua 2,28% para 0,429 euros.

 

Do lado oposto estão as acções da Jerónimo Martins, ao subirem 0,88% para 15,99 euros, ainda a beneficiar do que o presidente executivo disse em entrevista à Bloomberg. Pedro Soares dos Santos admitiu que a dona dos supermercados Pingo Doce pode pagar um dividendo extraordinário relativo ao exercício de 2017, o que animou a negociação das acções.

A travar a queda da bolsa está também a Corticeira Amorim, ao subir 0,72% para 11,82 euros, num dia em que o Haitong emitiu uma nota de análise onde antecipa um aumento de lucros de 54% nos primeiros nove meses do ano. A empresa vai revelar os números no próximo dia 7 de Novembro, com a casa de investimento a antecipar lucros de 54 milhões de euros.

 

Destaque ainda para o sector do papel, numa manhã já marcada pela renovação de máximos por parte da Altri e da Navigator. A Altri (apresenta resultados após o fecho da sessão) está a subir 0,81% para 5,693 euros, tendo já tocado no máximo histórico de 5,72 euros. Já a Navigator tocou em máximos de 2015, ao negociar nos 4,53 euros. As acções sobem agora apenas 0,04% para 4,52 euros.

A nível macro-económico os investidores vão centrar atenções no relatório do emprego nos Estados Unidos (12:30 de Lisboa). As estimativas dos economistas consultados pela agência Bloomberg apontam para que a taxa de desemprego se tenha mantido inalterada nos 4,2% e que as contratações tenham aumentado em cerca de 300 mil.

 




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