Bolsa Receios em torno da reforma fiscal pressionam Wall Street

Receios em torno da reforma fiscal pressionam Wall Street

As bolsas norte-americanas encerraram esta quinta-feira em terreno negativo, a reflectirem os receios dos investidores quanto a potenciais entraves à reforma fiscal dos republicanos, o que ofuscou o seu optimismo em torno dos sólidos dados do retalho.
Receios em torno da reforma fiscal pressionam Wall Street
Reuters
Carla Pedro 14 de dezembro de 2017 às 21:21

O Dow Jones encerrou a recuar 0,31% para 24.509,42 pontos. Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 cedeu 0,41% para 2.652,06 pontos.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite acompanhou o movimento de descida, a desvalorizar 0,28% para 6.856,53 pontos.

 

As praças bolsistas dos EUA estiveram a ser penalizadas pela inquietação dos investidores quanto à reforma fiscal da Administração Trump, numa altura em que os republicanos do Senado e Câmara dos Representantes limam arestas para acordarem um texto comum a ser apresentado ao Congresso.

 

Os receios de possíveis entraves a esta reforma falaram hoje mais alto, ofuscando assim o bom desempenho dos títulos do retalho – que estiveram a ser animados pelos bons dados do sector.

 

Em destaque pela positiva esteve a Walt Disney, que somou 2,75% para 110,57 dólares, animada pelo anúncio de que comprou parte do império de Rupert Murdoch por 52.400 milhões de dólares (44.300 milhões de euros).

 

O negócio inclui o estúdio de Hollywood 21st Century Fox, onde foram produzidos os filmes Avatar e X-Men, mas os canais da rede Fox continuam nas mãos da família Murdoch.

 

Ontem, as bolsas do outro lado do Atlântico aplaudiram a decisão da Fed de subir a taxa de juro directora. A decisão já era esperada, mas os investidores reagiram com demonstrações de agrado, especialmente na banca.

 

Janet Yellen, a ainda presidente da Reserva Federal (Fed) seguiu o guião esperado e subiu os juros directores dos EUA para um intervalo entre 1,25-1,5%. Tratou-se da terceira subida do ano e a quinta desde que, em Dezembro de 2015, o banco central começou a endurecer a política monetária.

 

A Fed tomou a decisão de ontem apoiada na solidez da economia norte-americana, que regista uma taxa de desemprego de 4,1%, a mais baixa em 17 anos. O mercado antecipa mais três aumentos dos juros em 2018.




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