Bolsa Recordes de "pedra e cal" em Wall Street

Recordes de "pedra e cal" em Wall Street

A 25 de Janeiro, a euforia era total: o Dow Jones atingia pela primeira vez o mítico patamar dos 20.000 pontos, fechando acima dessa fasquia. Hoje, menos de um mês depois, o índice soma e segue e já negoceia acima dos 20.400 pontos.
Recordes de "pedra e cal" em Wall Street
Reuters
Carla Pedro 13 de fevereiro de 2017 às 21:29

As principais bolsas do outro lado do Atlântico encerraram a marcar novos máximos históricos. E a contribuir para este movimento dos últimos dias continuam as estar as declarações de Trump sobre o seu plano "fenomenal" de reforma do IRC, a ser apresentado nas próximas "duas ou três semanas".

 

A ajudar a esta subida das praças norte-americanas está também o optimismo dos investidores perante os resultados apresentados pelas cotadas – que registam o melhor crescimento desde 2014.

 

O índice industrial Dow Jones fechou a valorizar 0,70% para 20.412,16 pontos, que é um máximo de fecho, tendo na negociação intradiária marcado o valor mais elevado de sempre, nos 20.441,48 pontos – naquela que foi a quarta sessão consecutiva de recordes.

 

Também o Standard & Poor’s 500 estabeleceu novos máximos históricos, pela terceira jornada seguida, ao atingir a meio da sessão os 2.331,58 pontos. No fecho, fixou-se nos 2.328,25 pontos, a somar 0,52%.

 

O índice tecnológico Nasdaq Composite acompanhou a tendência, terminando a subir 0,52% para 5.763,95 pontos, depois de alcançar durante a sessão o nível mais alto de sempre – nos 5.770,99 pontos.

 

A compor um quarteto recordista esteve o Russell 2000, índice que agrega as principais "small caps" [empresas com baixas capitalizações bolsistas], que fechou a subir 0,25% para 1.392,37 pontos, tendo atingido no intrady os 1.398,60 pontos, um novo máximo histórico.

 

Além da reforma fiscal para as empresas, que Trump garante que será "fenomenal", a valorização das matérias-primas esteve também a ajudar à tendência positiva – com especial destaque para o petróleo, cuja valorização animou uma vez mais os títulos da energia.

 

Depois de na semana passada ter fortalecido com o anúncio de uma queda inesperada das reservas norte-americanas de gasolina e com o facto de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estar a cumprir quase totalmente (90%) o corte de produção prometido, hoje essa expectativa para o cartel foi confirmada – e até mesmo superada, pois a produção total da OPEP ficou abaixo da meta de 32,5 milhões de barris por dia estabelecida no passado mês de Novembro para ser cumprida em 2017.

 

A banca esteve a liderar os ganhos do S&P 500 esta segunda-feira, marcando o seu quinto ganho agregado consecutivo. Também as "small caps" e as tecnológicas registaram um excelente desempenho.

 

A Apple foi uma das estrelas da jornada, ao atingir também o valor mais alto de sempre num fecho de sessão. A tecnológica liderada por Tim Cook encerrou a somar 0,89% para 133,29 dólares, tendo chegado a atingir os 133,82 dólares durante a negociação desta terça-feira.

 

O último recorde de fecho da empresa da maçã estava nos 133 dólares e tinha sido marcado em Fevereiro de 2015. O máximo histórico é de Abril de 2015, nos 134,54 dólares.




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comentários mais recentes
Trump 13.02.2017

Ainda vai aos 22000. Depois cracha que é uma beleza.
Se o Trump fosse o PR português a nossa bolsa era uma máquina de fazer dinheiro e os portugueses viviam felizes e contentes e era ver toda a gente a jogar na bolsa

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