Research Redução de trabalhadores nos CTT “é só o início”, diz Haitong

Redução de trabalhadores nos CTT “é só o início”, diz Haitong

Os analistas do banco de investimento acreditam que o plano de reestruturação dos CTT será muito mais amplo, não contemplando apenas redução de pessoal, que já foi confirmada pela empresa. Acções sobem pela terceira sessão.
Redução de trabalhadores nos CTT “é só o início”, diz Haitong
Rita Faria 17 de novembro de 2017 às 10:05

Os analistas do Haitong acreditam que a redução do número de trabalhadores dos CTT, já confirmada pela empresa, é "apenas o início" de um plano de reestruturação que deverá ser "muito mais amplo".

 

A empresa de correios vai mesmo avançar com um programa de rescisões por mútuo acordo e reformas antecipadas que pode contemplar até 300 trabalhadores, como confirmou o Negócios, depois de a notícia ter sido avançada pela Sábado.

 

Numa nota de análise assinada por Nuno Estácio, o Haitong refere que as rescisões são "parte do plano de reestruturação dos CTT, que deverá ser anunciado antes do final do ano". "Acreditamos que isto é apenas o início, uma vez que uma redução de menos de 3% da força de trabalho ajudará a cortar alguns custos, mas acreditamos que o plano dos CTT deve ser muito mais amplo em termos de medidas", acrescenta o banco de investimento".

 

As acções dos CTT estão a subir 0,59% para 3,239 euros, depois de já ontem terem somado mais de 1,20% em reacção à notícia de que a empresa poderia avançar com a redução do número de funcionários. Nas últimas três sessões, os títulos já recuperam cerca de 2,5%, após terem perdido quase 40% desde que reportaram uma queda superior a 50% dos lucros nos primeiros nove meses do ano e anunciaram um corte de 10 cêntimos no dividendo a distribuir aos accionistas. 

 

O CaixaBI mostra-se cauteloso em relação à evolução dos títulos, apesar de lhes atribuir um potencial de valorização de 45%.

 

"Existem diversos riscos de execução ainda presentes no investment case, nomeadamente a aceleração da queda do volume de correio, o novo enquadramento regulatório para 2018 e a performance do Banco CTT", referem os analistas, numa nota de análise a que o Negócios teve acesso.

 

A unidade de investimento da Caixa Geral de Depósitos acrescente que, apesar do target atribuído aos títulos (4,70 euros), mantêm "uma visão conservadora quanto à evolução da cotação dos CTT não se vislumbrando catalisadores positivos no curto prazo".

 

O CaixaBI lembra ainda que, além da saída de trabalhadores, os CTT estão a considerar a possibilidade de fechar balcões, depois de a administração já ter admitido que poderá também transferir a gestão das estações dos CTT para terceiros.

 

Na edição de hoje, o Negócios dá conta de que alguns trabalhadores do segmento de correios já começaram a ser contactados pelo grupo esta semana. Fonte oficial da empresa explicou que as eventuais saídas vão reflectir-se "mais em áreas de maiores concentrações de trabalhadores e menos em zonas interiores do país".

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

 




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