Bolsa Reforma fiscal e acusação a Flynn penalizam acções em Nova Iorque

Reforma fiscal e acusação a Flynn penalizam acções em Nova Iorque

Ainda sem plano fiscal fechado no Senado e com um novo episódio de agitação política a marcar a actualidade, os investidores refrearam o optimismo dos últimos dias nas bolsas norte-americanas.
Reforma fiscal e acusação a Flynn penalizam acções em Nova Iorque
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 01 de dezembro de 2017 às 21:05
As negociações nas principais praças norte-americanas terminaram o último dia da semana com desempenhos negativos, com as transacções a serem influenciadas pela demora na aprovação da reforma fiscal no Senado e por novos sinais de instabilidade política, com a acusação feita a um antigo conselheiro de Donald Trump.

O índice mais transversal de Nova Iorque, o S&P 500, fechou a cair 0,21% para 2.642,11 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq perdeu 0,38% para 6.847,59 pontos. Já o industrial Dow Jones recuou 0,17% para 24.230,70 pontos.

A expectativa de um desfecho rápido na reforma do sistema fiscal vinha alimentando nos últimos dias os ganhos e recordes renovados em Wall Street, mas o adiamento da votação - de ontem para hoje - no Senado, arrefeceu os ânimos no arranque da sessão. 

E nem a crença dos republicanos de que terão votos suficientes (pelo menos 51) para fazer passar a proposta na câmara alta do Congresso contribuiu para inverter as quedas nas bolsas. É expectável que, nas próximas horas, os senadores venham a pronunciar-se sobre o pacote fiscal - e, se o aprovarem, abrem caminho à realização de uma das principais promessas de campanha de Donald Trump.

A condicionar as negociações estiveram também notícias conhecidas pouco depois da abertura dos mercados nos EUA, que dão conta da acusação do antigo conselheiro de Donald Trump, Michael Flynn, por alegadamente ter prestado declarações falsas às autoridades que investigam um possível conluio entre a campanha republicana e agentes russos.

A NBC noticiou entretanto que Flynn poderá apontar uma das pessoas mais próximas de Trump na campanha - o seu genro Jared Kushner - como tendo sido quem lhe ordenou que fizesse os contactos com responsáveis russos, entre os quais o embaixador em Washington. Os primeiros relatos davam conta de que Flynn poderia indicar que teria sido o próprio Trump a dar essas indicações, o que fez recuar as acções na casa dos 1%.

No fecho da sessão,a empresa de brinquedos Mattel, a companhia aérea American Airlines e a Broadcom estiveram entre as empresas que mais deslizaram no índice S&P 500.

Entre as acções que se destacaram nas valorizações estiveram as das gestoras de mercados de contratos de futuros CME Group e Cboe, que esta sexta-feira passaram a estar aptas a negociar futuros de bitcoin, uma estreia neste activo que nos últimos dias chegou a superar os 11.000 dólares em valor, acumulando uma valorização anual de mais de 1.000%.

A valorização dos preços do petróleo - superior a 1% em Nova Iorque e Londres - deu ainda valorizações a títulos ligados à energia como a Halliburton, a Schlumberger e a Range Resources.



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