Reservas e pessimismo conduzem petróleo para queda de 2%
04 Abril 2012, 16:30 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt
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Subida semanal das reservas de crude nos EUA não era tão pronunciada desde 2008, o que está a prejudicar o desempenho da matéria-prima. Crude desce para valores de meados de Fevereiro.
O petróleo não está a escapar ao pessimismo que se abateu hoje sobre os mercados. Os preços da matéria-prima seguem a descer pelo segundo dia consecutivo, pressionados pelo aumento de crude nos inventários dos EUA.

Os contratos futuros de Brent, negociados na capital britânica, deslizam 1,43% e seguem nos 123,07 dólares por barril.

Já os contratos de crude, em Nova Iorque, caem 2,31% para 101,61 dólares por barril, descendo para um preço que não era registado desde 16 de Fevereiro.

O anúncio de um aumento de crude nas reservas norte-americanas está a exercer uma pressão acrescida sobre os preços da matéria-prima. Os inventários de crude subiram 9,01 milhões de barris na semana terminada a 30 de Março. Não se registava uma subida tão elevada desde 2008, de acordo com a Bloomberg.

Por outro lado, a quantidade total acumulada nas reservas alcançou os 362,4 milhões, o valor mais alto desde Junho do ano passado. Um maior volume nas reservas conduz à descida dos preços do petróleo, já que dá indicação de uma maior oferta.

A contribuir para a queda dos preços do “ouro negro” está, igualmente, a valorização do dólar em relação à moeda única europeia. Quando a divisa norte-americana ganha valor em relação às suas congéneres, os activos denominados em dólares, como é o caso do petróleo, tendem a recuar, já que se tornam mais caros. O euro está, neste momento, a perder 0,78% para 1,3130 dólares.

Os investidores estão hoje pessimistas, depois de Reserva Federal norte-americana ter dado indicações de que não vai introduzir novas medidas de estímulo à economia.

Ao mesmo tempo, o leilão de dívida em Espanha, que agravou os custos de financiamento do país em relação a emissões anteriores, trouxe também um sentimento negativo para os mercados. Os receios de que Madrid precise de um programa de assistência financeiro começam a intensificar-se, o que pressiona as negociações.

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