Bolsa Resultados decepcionantes do Goldman quebram Wall Street

Resultados decepcionantes do Goldman quebram Wall Street

Depois de um arranque de semana em alta, dada a ausência de um escalar das tensões geopolíticas, as bolsas norte-americanas voltaram hoje a terreno negativo. A penalizar estiveram sobretudo as contas trimestrais do Goldman, que ficaram aquém do esperado.
Resultados decepcionantes do Goldman quebram Wall Street
Reuters
Carla Pedro 18 de abril de 2017 às 21:13

O Dow Jones fechou a ceder 0,55% para 20.523,28 pontos, e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,29% para 2.342,18 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite, por seu turno, registou uma depreciação de 0,12% para 5.849,47 pontos.

 

Depois de duas semanas em queda, muito à conta das tensões geopolíticas, as praças do outro lado do Atlântico regressaram ontem aos ganhos, para máximos de seis semanas, mas hoje voltaram a negociar no vermelho, numa altura em que os investidores estão bastante atentos aos resultados da banca.

 

O pontapé de saída no anúncio das contas do primeiro trimestre na banca norte-americana foi dado na passada quinta-feira pelo Citigroup, JPMorgan Chase e Wells Fargo. Hoje foi a vez do Goldman Sachs e Bank of America e foram precisamente os resultados do Goldman que desagradaram aos mercados, pressionando assim o sector financeiro.

 

O resultado líquido do Goldman Sachs quase duplicou no primeiro trimestre do ano, ao registar uma subida de 80% face ao período homólogo de 2016. No entanto, ficaram aquém do esperado: o lucro por acção aumentou para 5,15 dólares, quando a estimativa média dos analistas consultados pela Reuters apontava para 5,31 dólares. Além disso, também os dados sobre as receitas de negociação desiludiram os investidores.

 

No contexto da banca, amanhã será a vez de o Morgan Stanley se confessar ao mercado. Ainda no sector financeiro, destaque ainda para a apresentação de contas da BlackRock e American Express.

 

Outro factor de pressão esta terça-feira esteve nos comentários feitos ontem ao final do dia pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, que admitiu atrasos na reforma fiscal dos EUA, após o fracasso na substituição do Obamacare.


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