Bolsa Resultados nos EUA continuam a bater projecções. Netflix confirma e revigora Nasdaq

Resultados nos EUA continuam a bater projecções. Netflix confirma e revigora Nasdaq

As bolsas do outro lado do Atlântico fecharam em terreno positivo, com excepção do Dow Jones, que fechou praticamente inalterado face à véspera. A sustentar a tendência dominante estiveram os dados robustos das empresas norte-americanas. Os bons números da Netflix catapultaram o Nasdaq para máximos e o regresso à normalidade dos serviços do governo federal também animou a negociação.
Resultados nos EUA continuam a bater projecções. Netflix confirma e revigora Nasdaq
Carla Pedro 23 de janeiro de 2018 às 21:07

O Dow Jones encerrou com um recuo muito marginal de 0,01%, para se fixar nos 26.210,81 pontos, mas na negociação intradiária chegou a estabelecer um novo máximo de sempre, nos 26.246,19 pontos.

 

O Standard & Poor’s 500, por seu lado, avançou 0,22% para 2.839,20 pontos. Durante a sessão, marcou um máximo histórico nos 2.842,24 pontos.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite esteve em alta, fechando a somar 0,71%, para 7.460,29 pontos – não sem antes atingir os 7.465,39 pontos, um valor nunca antes visto.

 

Os investidores continuam a surfar os resultados acima do esperado que têm estado a ser anunciados pela maioria das grandes empresas norte-americanas.

 

Segundo os dados da Thomson Reuters, o consenso dos analistas projecta um aumento de 12,4% dos lucros no quarto trimestre. Das 55 empresas do S&P 500 que já tinham reportado as suas contas até segunda-feira de manhã, 80% superaram as estimativas – muito acima dos 72% que têm batido, em média, as projecções dos lucros nos últimos quatro trimestres.

 

Ontem, depois do fecho de Wall Street, foi a vez de a Netflix se confessar ao mercado e divulgar um aumento de clientes bastante superior ao esperado, o que fez disparar as acções da plataforma de streaming de filmes e séries de TV para máximos históricos na negociação fora de horas – tendência que se manteve esta terça-feira – e a fez superar os 100 mil milhões de dólares de capitalização bolsista pela primeira vez.

 

A ajudar ao optimismo esteve também o facto de os republicanos e democratas terem chegado ontem a um acordo para reabrir os serviços do governo federal, através de um financiamento de curta duração. Agora, até 8 de Fevereiro há que alcançar um consenso sobre o que fazer com os chamados 'dreamers' (jovens imigrantes indocumentados).

 

O facto de se ter posto fim ao "shutdown" que durava há três dias, ainda que com uma solução temporária, ajudou a animar o sentimento dos investidores.

 

As bolsas norte-americanas tinham aberto sem rumo definido, ainda a digerirem o anúncio do presidente Donald Trump de imposição de tarifas de 30% sobre os painéis solares e de 50% sobre as máquinas de lavar importadas. No entanto, a boa época de resultados continua a ter mais força e ofuscou estes receios relacionados com o deteriorar das relações comerciais dos EUA.