Bolsa Resultados, petróleo e confiança dos consumidores pressionam Wall Street

Resultados, petróleo e confiança dos consumidores pressionam Wall Street

As principais bolsas dos EUA encerraram em baixa, depois de atingirem máximos de duas semanas em plena euforia devido às novas fusões e aquisições. A penalizar a sessão desta terça-feira estiveram os resultados da Caterpillar e 3M, a queda dos preços do crude e a menor confiança dos consumidores norte-americanos.
Resultados, petróleo e confiança dos consumidores pressionam Wall Street
Reuters
Carla Pedro 25 de Outubro de 2016 às 21:31

O Standard & Poor’s 500 fechou a recuar 0,40% para 2.143,28 pontos, e o índice industrial Dow Jones cedeu 0,30% para se fixar nos 18.169,27 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, desvalorizou 0,50% para 5.283,39 pontos.

 

As praças do outro lado do Atlântico foram penalizadas por estimativas aquém do previsto por parte de gigantes industriais, como a Caterpillar e a 3M, que acabaram por ofuscar o optimismo em torno dos lucros da United Technologies e da Procter & Gamble – duas das cotadas que se destacaram em alta.

 

Além da Caterpillar e da 3M, também a Sherwin-Williams cedeu ao apresentar resultados desanimadores que pesaram nas cotações da Home Depot e da Lowe’s. A Whirlpool negociou igualmente em baixa após rever em baixa as estimativas para o seu resultado líquido, e a Under Armour quebrou com as suas projecções de nova desaceleração. Também a JetBlue Airways perdeu fôlego, após anunciar um lucro trimestral abaixo das previsões.

 

Além disso, as cotações do crude perderam terreno em Londres e Nova Iorque, devido à especulação de que a Rússia não se juntará à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no corte da oferta desta matéria-prima e também devido às estimativas dos analistas que apontam para um aumento das reservas norte-americanas de crude na semana passada. Com esta descida do "ouro negro", os títulos ligados à energia estiveram, na sua maioria, a negociar no vermelho.

 

Outro factor de pressão esta terça-feira esteve na queda da confiança dos consumidores norte-americanos, em Outubro, o que fez renascer os receios quanto ao panorama para a maior economia do mundo.

 

Os investidores aguardavam com expectativa dos resultados do quarto trimestre da Apple – importante por dar também o panorama para todo o exercício fiscal de 2016, depois de nos três trimestres anteriores ter reportado uma queda nas vendas de iPhones e iPads.

 

As contas da AT&T também eram esperadas com atenção redobrada depois de a empresa de telecomunicações ter lançado uma oferta de compra sobre a Time Warner, no valor de 108,7 mil milhões de dólares, liderando a série de anúncios feitos desde a passada sexta-feira em matéria de fusões e aquisições.




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