Obrigações Risco da dívida portuguesa não era tão baixo desde Agosto

Risco da dívida portuguesa não era tão baixo desde Agosto

Portugal marca uma diminuição das "yields" em todos os prazos. A dez anos, a taxa de juro está em mínimos de Outubro do ano passado, estando a recuar há quatro dias consecutivos.
Risco da dívida portuguesa não era tão baixo desde Agosto
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 19 de maio de 2017 às 15:44

A dívida portuguesa continua a tornar-se menos arriscada na óptica dos investidores. Esta sexta-feira, 19 de Maio, o prémio de risco nacional tocou no valor mais baixo desde 15 de Agosto do ano passado.

 

O prémio de risco é medido pela diferença entre as taxas de juro cobradas pelos investidores para comprarem dívida alemã, a referência da Zona Euro, e as taxas de juro exigidas nas transacções com dívida portuguesa no mesmo prazo. O indicador mede o risco da dívida comparada à germânica – se um país for muito arriscado, a distância face à Alemanha acentua-se; se, pelo contrário, se o risco for menor, a disparidade recua.

 

Esta sexta-feira, o prémio de risco português tocou nos 280 pontos base (2,80 pontos percentuais), um valor inédito deste 15 de Agosto, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg, e que se verifica devido à subida das "yields" germânicas e à queda das rendibilidades nacionais.

 

As taxas de juro associadas à dívida portuguesa cedem em todos os prazos. A dez anos, a "yield" cai 2,7 pontos base para 3,177%, também a mais baixa desde 25 de Outubro do ano passado. É o quarto dia consecutivo de perdas. 

As quedas das rendibilidades pedidas no mercado secundário são extensíveis a todos os prazos. A cinco anos, está em 1,6%, menos 2,7 pontos base face a ontem. A dois anos, a "yield" perde 3 pontos base para 0,294%.

 

A acompanhar Portugal na descida das "yields", que reflecte uma valorização do preço das obrigações nacionais, está a Itália, com um recuo em todos os prazos. Espanha tem um comportamento misto enquanto França e Alemanha registam subidas dos juros.

 

O comportamento de descida das taxas de juro implícitas à dívida portuguesa segue a tendência que tem vindo a ocorrer na Europa. A tensão política nos EUA, com Donald Trump envolvido em escândalos faz os investidores temerem que o plano económico de grandes investimentos públicos e cortes fiscais fique para trás.

Esta semana está igualmente a ser marcada pela polémica política no Brasil, com o presidente Michel Temer, a ser acusado de subornos. Factores que levam à procura de activos menos arriscados, como são as obrigações – ao contrário das acções, cujo perfil de risco é maior.


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comentários mais recentes
Anónimo Há 5 dias

Vejam só os titulos das 3 noticias em cima. Economia arranca segundo trimestre ao ritmo mais rápido desde 2007. Risco da dívida em minimos de 9 meses. Lisboa lidera ganhos na Europa. Não é todos os dias que temos noticias tão boas. Deve causar cá uma azia a certos profetas da desgraça. Mas ainda bem

Anónimo Há 5 dias

Latas de atum e salsichas por causa da Coreia do Norte?? lol.. aquilo é só bluff.. a única coisa que eles conseguem pôr a voar são foguetes de cana dos arraiais ROTFLLLL. Se houver guerra, além de ser por uma semana, as únicas baixas serão na península coreana.

Anónimo Há 5 dias

De manhã o Anónimo dos excedentários tava todo contente por uma má notícia para Portugal. Eu apenas escrevi que à tarde já lhe voltava a azia porque iam voltar as boas notícias. Ora bem, aqui está. Sai mais uma caixa de Rennie para a mesa no fundo do Anónimo dos excedentários.

Mr.Tuga Há 5 dias

O Horta Ósorio costuma dizer que a "sorte dá muito trabalho"!

Mas neste caso não se aplica minimamente!
Saiu tudo ao contrario do que previu, mas corre tudo as mil maravilhas.... Seria mais facil acertar no euromilhoers.
Ha tipos incompetentes e DESPESISTAS com muita sorte!

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