Petróleo Rosneft em conversações para desenvolver campos petrolíferos no Curdistão iraquiano

Rosneft em conversações para desenvolver campos petrolíferos no Curdistão iraquiano

A Rosneft, petrolífera estatal russa, está a negociar com o Curdistão iraquiano a possibilidade de ajudar a região a desenvolver os campos petrolíferos localizados na região. A notícia está a ser avançada pelo Financial Times.
Rosneft em conversações para desenvolver campos petrolíferos no Curdistão iraquiano
Reuters
Negócios 30 de junho de 2017 às 12:47

A Rosneft, petrolífera russa, está a negociar com o Curdistão iraquiano a possibilidade de ajudar no desenvolvimento dos campos petrolíferos da região, avança o Financial Times (FT). A petrolífera está a avaliar a possibilidade de explorar campos já existentes no território controlado pelos curdos, disseram três fontes ao FT. Estes campos estarão localizados em zonas próximas da cidade Kirkuk e próximos da fronteira com a Síria.

As negociações entre a Rosneft e as autoridades curdas estão ainda numa fase inicial pelo que não foi alcançado um acordo. A petrolífera, ao FT, não negou a possibilidade de vir a trabalhar em solo curdo, mas não quis abordar a localização concreta dos campos.

A empresa acrescentou que quer trabalhar com o Governo Regional do Curdistão e com o governo iraquiano, e espera que o Bagdad ofereça melhores termos para exploração e extrair petróleo em solo iraquiano. "A oferta do Governo Regional do Curdistão provou ser mais adequada e competitiva", disse a empresa, citada pelo FT. "Se o governo do Iraque oferecer-nos projectos que tenham condições aceitáveis em termos comerciais para a empresa e adequadas ao mercado, vamos estar interessados em considera-las".

A notícia destas negociações não terá sido bem aceite por Bagdad. Um porta-voz do ministério do petróleo iraquiano apontou o dedo ao Curdistão dizendo que está a "deturpar" os acordos petrolíferos sem consultar Bagdad. "A questão dos territórios em litígio não foi ainda decidida pelo governo federal", disse o porta-voz.

As zonas que estão em disputa têm sido, nos últimos três anos, controlados pelas autoridades curdas.




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