Petróleo Rússia diz que preços do petróleo sobem em 2018 com acordo para limitar produção

Rússia diz que preços do petróleo sobem em 2018 com acordo para limitar produção

O ministro da Energia da Rússia estimou hoje que o acordo assinado pelos países produtores de petróleo para limitar a produção e aumentar novamente os preços vai atingir o objetivo no primeiro trimestre do próximo ano.
Rússia diz que preços do petróleo sobem em 2018 com acordo para limitar produção
Andrey Rudakov/Bloomberg
Lusa 11 de junho de 2017 às 17:25
Falando no seguimento de uma ligeira recuperação de 0,6% nos preços na sexta-feira, para 48,15 dólares, Alexander Novak (na foto) disse que o objectivo do acordo, que limita a produção para contrabalançar o excesso de oferta que contribuiu para a descida dos preços, vai concretizar-se até final de Março de 2018.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que conta nos seus membros com os lusófonos Angola e Guiné Equatorial, impulsionou no final do ano passado um acordo entre os seus membros, a que se juntaram outros países, para limitar a produção, escoando as reservas historicamente altas, e tentar fazer subir o preço, que continua a menos de metade do pico atingido em Junho de 2014.

No final de uma reunião em Astana, o ministro da energia da Arábia Saudita, o maior produtor mundial, afirmou hoje que as reservas estão a descer e que as reduções de produção vão acelerar-se nos próximos três a quatro meses.

Khalid Al-Falih disse ainda que até ao final do ano os inventários vão ficar na média dos últimos cinco anos, mas se os cortes na produção não tiverem o efeito desejado, a Arábia Saudita pode equacionar mais medidas.

"Se virmos que, com o passar das semanas e meses, há razões para ajustamentos, faremos esse ajustamento", disse o ministro da Energia saudita aos jornalistas, no final de uma reunião com o homólogo russo em Astana, capital do Cazaquistão.

A 25 de maio, a OPEP e outros produtores de petróleo, como a Rússia, concordaram em alargar até ao final do primeiro trimestre de 2018 o acordo de limitação da produção que tinha sido assinado no final de 2016 para fazer face ao choque nos preços, que caíram mais de 50% face ao pico do verão de 2014.



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comentários mais recentes
Conselheiro de Trump 11.06.2017

Pois e,so que os paises mais civilizados estao cada vez menos dependentes desse adulterado.A economia robustas que nos querem fazer crer esta quase no fim,em portugal o motor ja gripou.Nao deitar muitos foguetes ao pe dos bidoes do petroleo que eles estao super atestados,podem criar dissabores.

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