Câmbios Rússia vai regular bitcoin

Rússia vai regular bitcoin

Apesar de no passado ter considerado ilegal o uso das criptomoedas, Moscovo reconhece agora a sua existência e prepara, até ao final do ano, medidas para retirar estas divisas do "mercado negro."
Rússia vai regular bitcoin
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 08 de setembro de 2017 às 16:03
O governo russo vai regular a transacção de criptomoedas, como a bitcoin, entre cidadãos e empresas russas, depois de um período em que chegou a considerar ilegais as trocas de valores utilizando estas divisas digitais.

"O estado reconhece a existência das criptomoedas. Não faz sentido bani-las, é necessário regulá-las," afirmou o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, esta sexta-feira, 8 de Setembro.

O objectivo, avança a Reuters, é definir até ao final do ano a legislação que vai enquadrar a compra das criptomoedas, um procedimento que incluirá o registo dos utilizadores, equiparando o procedimento de controlo destes activos com o usado na compra de obrigações do tesouro por parte de pequenos investidores.

Ainda assim, o governante considerou arriscados e inseguros os investimentos feitos nestes activos intangíveis, usualmente associados a operações ilegais como lavagem de dinheiro, prometendo transformar um "mercado negro" num mercado regulado.

Entre as criptodivisas - como a Ethereum, a Bitcoin Cash, a Litecoin ou a Monero -, a Bitcoin é a mais conhecida e também aquela que tem maior capitalização e valorização recente no mercado, tendo valorizado mais de 360% desde o início do ano.

No início da semana, o valor da Bitcoin chegou a cair mais de 10%, depois de a China ter considerado ilegais quaisquer ofertas públicas inicial de moedas - o uso de criptomoedas em financiamento partilhado de start-ups, que assim conseguiam aceder a verbas sem passar pelos procedimentos mais rigorosos exigidos pelos bancos.

Também esta semana um relatório do Bank of America Merryl Lynch via na explosão do valor de activos como a bitcoin não uma anomalia mas o sintoma de uma nova era de cada vez maiores explosões, em bolhas que disse serem alimentadas pelas mãos-largas dos bancos centrais através dos seus programas expansionistas.



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