Mercados Rússia vai ser decisiva na reunião da OPEP

Rússia vai ser decisiva na reunião da OPEP

A expectativa generalizada dos investidores e dos analistas é de que sejam prolongados os cortes de produção. Mas a Rússia tem questionado esta decisão.
Rússia vai ser decisiva na reunião da OPEP
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Raquel Godinho 30 de novembro de 2017 às 07:00

Há várias semanas que a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em Viena, tem sido o principal factor a condicionar o rumo do petróleo. Há uma forte expectativa de que os cortes de produção acordados em Novembro de 2016 sejam prolongados além de Março. Mas a Rússia pode levantar alguns entraves a esta decisão.

Os cortes de produção acordados, no ano passado entre os países da OPEP e alguns países fora do cartel como a Rússia,  terminam em Março de 2018. Deverão ser prolongados até ao final de 2018, segundo as estimativas do consenso dos analistas. Mas com os preços do Brent acima dos 60 dólares por barril, a Rússia tem questionado a necessidade de prolongar estes cortes de 1,8 milhões de barris por dia.

Isto porque a Rússia consegue equilibrar o orçamento com preços mais baixos do petróleo do que a Arábia Saudita. Além disso, alguns produtores, como a Rosneft, têm dito que estender os cortes levará a uma perda de quota de mercado face aos produtores norte-americanos, que não estão a reduzir a produção.

"Penso que [a Rússia] também apoia uma extensão de nove meses mas o que eles têm dito é que é menos fácil para eles", disse à CNBC Amrita Sen. A analista-chefe de energia da Energy Aspects acredita que "provavelmente precisa de um pouco mais de orientação" sobre como o acordo deverá terminar e como pode ser gerido. "Penso que o grupo estará muito alinhado em relação a isto, é a Rússia que temos que analisar", frisa Jamie Webster, director sénior do BCG Center for Energy Impact.

Além disso, também é importante confirmar se os cortes serão mantidos ao longo de todo o ano. Sem esta confirmação, "os preços do Brent podem descer ligeiramente abaixo dos 60 dólares por barril", estima Rohan Murphy. Por outro lado, o analista de energia  da AllianzGI antecipa que, "se o acordo for confirmado até ao fim de 2018, os preços ficarão firmes nos níveis actuais". 




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