Bolsa Saída do Estado leva Lloyds para máximos desde o referendo do Brexit

Saída do Estado leva Lloyds para máximos desde o referendo do Brexit

Os títulos do Lloyds ganham quase 2% depois de o Tesouro britânico ter anunciado que vendeu as últimas acções que detinha no banco.
Saída do Estado leva Lloyds para máximos desde o referendo do Brexit
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria 17 de maio de 2017 às 11:14

Os investidores estão a aplaudir a saída do Estado britânico do Lloyds, que negoceia, esta manhã, no valor mais elevado desde o referendo sobre o Brexit no Reino Unido.

 

As acções do banco liderado pelo português António Horta Osório sobem 1,75% para 71,38 pence, depois de terem chegado a valorizar 2,34% para 71,79 pence, a cotação mais elevada desde 23 de Junho de 2016, véspera da consulta popular sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

 

Esta evolução acontece depois de o Departamento do Tesouro britânico ter anunciado que vendeu as últimas acções que detinha no Lloyds, com um lucro de 900 milhões de libras (1.060 milhões de euros) para os contribuintes do país.

 

"O governo britânico anunciou hoje a venda das últimas acções no Lloyds Banking Group, recebendo mais de mil milhões de euros acima do valor que investiu no banco", comentou Horta-Osório em comunicado, relativamente a esta operação.

  

Há algum tempo que o Tesouro britânico vinha a reduzir a sua presença no banco. A venda das participações estatais no Lloyds começou em Setembro de 2013 e foi retomada em Outubro do ano passado com o objectivo de concluir, no espaço de 12 meses, a venda da participação de 9,1% que o Estado então detinha. 

 

"Há seis anos herdámos um banco muito fragilizado e em situação financeira muito precária. Graças ao trabalho árduo desenvolvido por todas as equipas do banco, o Lloyds é hoje um banco muito sólido, rentável, a pagar dividendos e a apoiar a economia britânica", acrescentou o CEO do banco no comunicado, que marca a privatização da instituição.

 

A subida dos títulos, esta quarta-feira, eleva para 15,6% a valorização acumulada desde o início do ano.


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mais votado Anónimo Há 1 semana

Não se consegue sanear a banca de retalho sem acabar com o excedentarismo e a rigidez do mercado laboral.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Salvar banqueiros e bancários tem sempre um custo de oportunidade. Mas com as reestruturações feitas num mercado laboral mais flexível e beneficiando de um mercado de capitais mais forte e evoluído do que o que tem Portugal, esse custo de oportunidade foi e está a ser muito menor do que em Portugal, isso é certo.

Anónimo Há 1 semana

Bastava o UK ter investido não mais do que um terço do dinheiro público empatado com a banca num Fundo Soberano de empresas tecnológicas líderes do respectivo sector e que atribuíssem dividendos, para o retorno ter sido muito superior. Assim, deixando a banca reestruturar-se junto dos mercados relevantes ou entrar em processo de falência e liquidação, consoante os casos, o lucro para o Estado teria sido várias vezes maior. Este é um dos custos de oportunidade. Outro custo de oportunidade são os relativos a pensões de reforma futuras dos bancários agora resgatados e subsidiados, presos pelos sindicatos ao posto de trabalho pelas pontas dos cabelos. Outro custo de oportunidade é o não desmantelamento do oligopólio bancário e de serviços financeiros obsoletos face às fintech que pesa muito negativamente sobre os clientes da banca tradicional porque os dinossauros comilões são protegidos pelo Estado da sua mais do que inevitável extinção ditada pelas condições de mercado. Em PT é pior.

Anónimo Há 1 semana

Não se consegue sanear a banca de retalho sem acabar com o excedentarismo e a rigidez do mercado laboral.

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