Bolsa Sector tecnológico pressiona Wall Street mas reforma fiscal continua a animar Dow Jones

Sector tecnológico pressiona Wall Street mas reforma fiscal continua a animar Dow Jones

O optimismo acerca da reforma fiscal de Donald Trump continua a contribuir para a valorização do Dow Jones. Já o movimento de venda de acções no sector tecnológico está a pressionar o Nasdaq Composite e o S&P 500.
Sector tecnológico pressiona Wall Street mas reforma fiscal continua a animar Dow Jones
Reuters
David Santiago 05 de dezembro de 2017 às 14:38

Tal como aconteceu na última sessão, o movimento de alienação de vendas no sector das tecnologias continua a pressionar o Nasdaq Composite e, esta terça-feira, 5 de Dezembro, está também a penalizar o Standard & Poor's 500. Já o optimismo relativo à reforma fiscal de Donald Trump continua a apoiar os ganhos do Dow Jones. 

Assim, o Nasdaq Composite começou o dia a recuar 0,27% para 6.757,113 pontos, seguido pelo S&P 500 a recuar 0,11% para 2.639,44 pontos. Em sentido inverso, o Dow Jones soma 0,23% para 24.343,01 pontos.  

 

A aprovação no Senado, este fim-de-semana, do pacote de reforma fiscal proposto pelos senadores republicanos fez crescer a convicção de que o prometido plano de cortes de impostos prometido por Donald Trump tem mesmo condições para ser aprovado. A expectativa de reforço dos lucros de várias empresas cotadas no Dow Jones está assim a animar o índice industrial. 

 

Em princípio, deverão começar na próxima semana conversações entre o Senado e a Câmara dos Representantes com o objectivo de conciliar as versões respectivamente já aprovadas por cada uma das câmaras. Acredita-se que a reforma final vai mesmo incluir o corte na taxa de IRC de 35% para 20%.

 

Os investidores estarão hoje atentos à votação, no Comité de Actividade Bancária do Senado, o nome de Jerome Powell enquanto próximo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos. Com maioria republicana no Senado, a convicção generalizada é a que os republicanos vão validar o nome escolhido por Trump.

 

A atenção dos investidores estará também centrada na divulgação de dados económicos. O Departamento do Comércio americano vai revelar o mais recente relatório sobre a balança comercial, cujo défice se prevê, refere a Reuters, que em Outubro tenha crescido para 47,5 mil milhões de dólares face aos 43,5 mil milhões de dólares verificados em Setembro.


São ainda esperados novos dados sobre a produção nos sectores não industriais. A expectativa é que a nova leitura do ISM mostra uma quebra dos 60,1 pontos registados em Outubro para 59,0 em Novembro. 

Em destaque pela negativa está a Toll Brothers que afunda 8,48% para 46,39 dólares depois de a cotada ter falhado as estimativas para lucros e vendas no terceiro trimestre, o que levou a empresa a cortar as expectativas para a margem de lucros em 2018. 

 

(Notícia actualizada às 14:40)




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
BCP : obrigado meu PAI que estás no CÉU Há 5 dias

Tu sempre me disses - te que seria nesta altura que o MILENIUM BCP DOBRARIA agora só nos é que sabemos quando vai TRIPLICAR ou seja PASSAR dos 0.53 mas é um segredo só NOSSO e aqui andam MUITOS INVEJOSOS só posso dizer NÃO VENDAM

pub