Bolsa Segundo maior accionista reduz posição nos CTT em dia de fortes quebras

Segundo maior accionista reduz posição nos CTT em dia de fortes quebras

No dia 2 de Novembro, um dia depois de as acções dos CTT começarem a afundar, o grupo Allianz deixou de ter 5% da empresa de serviço postal. É agora o terceiro maior accionista.
Segundo maior accionista reduz posição nos CTT em dia de fortes quebras
Diogo Cavaleiro 03 de novembro de 2017 às 18:46

A Allianz reduziu a sua participação nos CTT. A diminuição da posição deu-se a 2 de Novembro, dia em que os títulos da companhia recuaram em força. Passou de segundo a terceiro maior accionista.

 

Até aqui, a Allianz Global Investors GmbH detinha 5,04% dos CTT, ou seja, 7.552.637 acções. A 2 de Novembro, a fasquia dos 5% foi quebrada. Passou a ter 7.238.102 títulos, ou 4,83%, segundo nota à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Foram, então, alienadas 314.535 acções da empresa de serviço postal, sendo que a comunicação foi feita porque tem de existir quando se quebra ou supera a barreira dos 5% (como os 2%).

 

A perda de participação ocorreu a 2 de Novembro. Os resultados dos CTT foram apresentados no dia anterior e, desde aí, a tendência tem sido de fortes quebras para a cotação da empresa presidida por Francisco Lacerda.

Os lucros desceram 57% nos primeiros nove meses do ano e, além disso os dividendos foram cortados para 38 cêntimos por acção. Os analistas reagiram e diminuíram as avaliações que fazem da empresa. Como sequência, em três sessões, as acções recuaram cerca de 30%.

 

Numa nota de análise, o CaixaBI considerou que, após as movimentações dos últimos dias, se antecipa uma "enorme mudança na estrutura" accionista. O maior accionista é a Gestmin, de Manuel Champalimaud, com 10,46%, agora seguida da Wilmington Capital, com 5%. Surge, agora, a Allianz Global Investors, com 4,83%. A gestora do BNP Paribas também reduziu a sua participação recentemente, tendo agora 3,1%.

 

As acções dos CTT caíram hoje mais de 6% para 3,561 euros, tocando, durante a sessão, nos 3,55 euros, o valor por acção mais baixo de sempre.

 




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