Bolsa "Short selling": Os "hedge funds" que estão a apostar na bolsa portuguesa

"Short selling": Os "hedge funds" que estão a apostar na bolsa portuguesa

São sobretudo "hedge funds" britânicos os especuladores que mantêm posições curtas em empresas portuguesas. Saiba quais são.
"Short selling": Os "hedge funds" que estão a apostar na bolsa portuguesa
Bloomberg
Patrícia Abreu 08 de julho de 2017 às 15:00

Portugal tem vindo a recuperar a confiança dos investidores mundiais nos últimos meses, acelerando uma recuperação da bolsa nacional para valores de Dezembro de 2015. Mas os máximos das empresas portuguesas aceleraram um acréscimo das apostas negativas em Lisboa. Há mais de 200 milhões de euros em posições a descoberto no PSI-20.

 

Os vários recordes das cotadas portuguesas estão a atrair a atenção de alguns dos maiores "hedge funds" europeus e americanos que adoptam posições mais arriscadas. Estes mantêm participações a descoberto em sete cotadas portuguesas.

BCP, CTT, REN, EDP, Sonae, Pharol e Mota-Engil são as empresas portuguesas com posições a descoberto superiores a 0,5% – percentagem a partir do qual é obrigatório o reporte de participações – reportadas no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A REN é actualmente a companhia com a maior percentagem na mão dos especuladores (2,51%), seguida pelo BCP e pelos CTT (2,31% e 2%, respectivamente).

Na Pharol, as apostas negativas reportadas são de 1,85%, num momento em que os investidores continuam à espera da reestruturação da sua participada brasileira Oi. Já na EDP, Sonae e Mota-Engil as participações a descoberto são inferiores a 1%.

No total, estas posições negativas em cotadas do PSI-20 estão avaliadas em 225,5 milhões de euros, tendo em conta as capitalizações bolsistas destas empresas na sessão desta segunda-feira.

Os "hedge funds" com sede no Reino Unido destacam-se entre os investidores que detêm mais apostas negativas na bolsa lisboeta. O Marshall Wace detém posições curtas em três companhias, com participações negativas avaliadas em 44,4 milhões de euros.

 

Já o também britânico Lansdowne Partners, que está a fazer "short selling" na REN e na Mota-Engil, mantém posições com um valor de mercado superior a 32,3 milhões.

AQR Capital Management, Oceanwood Capital Management, BlackRock e Oxford AM são algumas das entidades que também estão a antecipar a evolução negativa das acções de algumas empresas em Lisboa. Estratégias negativas que se intensificaram após a "chuva de máximos" dos últimos meses.

 




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura. Isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

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Anónimo Há 1 semana

Esta noticia bem pode ser um boato, para que hoje durante a noite os pequenos investidores se verem livres de todas as suas ações, para amanhã o mercado acordar em alta, por as empresas estarem neste momento a comprar ações. Comprem meus senhores, comprem. Se baixar, COMPREM MAIS. Investir é MARRAR

Anónimo Há 1 semana

Seria desatar a comprar os ativos mencionado, especialmente a REN, SONAE e MOTA ENGIL, para fazer as posições especuladoras atingirem stops. E assim dispararem por aí acima. A Sonae SGPS é a que está em melhor posição para tal.

É o que temos Há 1 semana

É o mundo em que vivemos, sempre à mercê destes especuladores que não olham a meios para atingirem os objectivos (leia-se cifrões) e também das agências de ranting que arruínam as economias. Que faz a CMVM? Não há regulamentação?

Anita Há 1 semana

Alguma coisa devem estar a fazer bem porque a Sonae, contra tudo o que é opinião de analista de BMW e Rolex, não chega, sequer, a .99 Os investidores é que sabem. Os analistas? Pfff... fiem-se na Virgem e não corram.

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