Bolsa Sobe-e-desce em Wall Street sem oscilações expressivas

Sobe-e-desce em Wall Street sem oscilações expressivas

As bolsas norte-americanas encerraram a última sessão da semana a revelar uma tendência mista, com ganhos e perdas muito ligeiros. Numa altura em que as tensões entre os EUA e a Coreia do Norte sobem de tom, os investidores estão a preferir apostar em activos mais seguros, os chamados refúgio em tempos de incerteza, como o ouro e o iene.
Sobe-e-desce em Wall Street sem oscilações expressivas
Reuters
Carla Pedro 22 de setembro de 2017 às 21:25

Os mercados accionistas do outro lado do Atlântico fecharam entre subidas e descidas pouco expressivas, numa altura em que ainda avaliam as decisões e sinais da Fed e em que prestam renovada atenção às tensões geopolíticas.

 

O Standard & Poor’s 500 fechou a somar 0,06% para 2.502,22 pontos e o índice tecnológico Nasdaq Composite avançou 0,07% para 6.426,92 pontos.

 

Em contrapartida, o Dow Jones negociou em baixa, terminando a ceder 0,04% para 22.349,59 pontos.

 

Muito se falou nas últimas semanas sobre se a Reserva Federal norte-americana se atreveria a subir os juros de referência na sua reunião do próximo dia 13 de Dezembro, a última do ano.

 

Os devastadores furacões têm abalado os EUA nos últimos tempos e o facto de a inflação estar ainda aquém da meta da Fed fez muitos pensarem que a decisão de um novo aumento da taxa de juro ficaria para 2018. Mas, depois das palavras da presidente da Fed, Janet Yellen, esta quarta-feira, ficou dado o sinal de que o banco central ainda o quer fazer de novo este ano.

 

No dia 13 de Dezembro poderá então ser anunciada a decisão de a taxa de juro directora passar de 1%-1,25% para o intervalo de 1,25%-1,5%.

 

Além disso, a Fed começará em Outubro a reduzir o seu balanço, actualmente de 4,5 biliões de dólares.

 

Estes anúncios deixaram os investidores mais cautelosos na aposta em acções, já que estão ainda a avaliar os sinais dados pelo banco central.

 

Por outro lado, o recrudescer de tensões entre Pyongyang e Washington suscitou mais receios junto dos investidores, que estão a optar por se distanciar mais das acções e apostar nos chamados valores-refúgio, como o ouro e o iene.

 

Ontem, o líder do regime norte-coreano disse que o presidente dos EUA é "perturbado" e avisou-o que "pagará caro" pela sua ameaça de "destruir totalmente" a Coreia do Norte.

 

Hoje foi a vez do ministro norte-coreano dos Negócios Estrangeiros atirar mais achas para a fogueira, ao dizer que o seu país poderá lançar, como forma de teste, uma bomba nuclear de hidrogénio para o oceano Pacífico, como parte da "resposta ao mais alto nível" contra os EUA. 




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