Research Société Générale corta avaliações da EDP, Renováveis e REN

Société Générale corta avaliações da EDP, Renováveis e REN

A casa de investimento francesa reviu as suas previsões para o sector energético ibérico e não houve nenhuma cotada analisada que escapasse a uma revisão em baixa.
Société Générale corta avaliações da EDP, Renováveis e REN
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes 19 de janeiro de 2017 às 11:46

O Société Générale emitiu uma nota de research onde analisa o sector de utilities ibérico, onde estima que a subida das taxas de juro das obrigações prevista para os EUA, Reino Unido e na Europa, tenha impacto no valor dos activos. O que levou a que o banco de investimento revisse em baixa a avaliação das nove cotadas ibéricas que acompanha (Endesa, Enagas, Saeta, REE, EDP, EDP Renováveis, Iberdrola, Gas Natural e RENE).

 

"Estamos a ajustar as nossas avaliações para reflectir as expectativas de juros das obrigações mais elevadas, o que terá impacto nos custos de capital e, no médio prazo, nos custos da dívida. Antecipando custos médios ponderados do capital (WACC) mais elevados, revimos as nossas avaliações e estimativas para as acções com as receitas e/ou custos associadas a estas métricas", revela a casa de investimento na nota a que o Negócios teve acesso.

 

Assim, as cotadas nacionais viram as avaliações diminuírem em mais de 10%, sendo a mais penalizada a EDP. "Pensamos que a EDP vai enfrentar desafios num ambiente de subidas de juros das obrigações, ao mesmo tempo que a empresa quase não oferece crescimento de lucros", diz a nota assinada pelo analista Jorge Alonso.

 

O Société Générale cortou o preço-alvo da EDP em 22,6% de 3,10 euros para 2,40 euros, reduzindo também a recomendação de "manter" para "vender", dado o "potencial de desvalorização" que a nova avaliação confere às acções, que é de 13,5% tendo em consideração a actual cotação (2,776 euros).

 

Já a EDP Renováveis registou uma descida de "target" de 10% de 7 euros para 6,30 euros, com a recomendação a permanecer em "manter". A empresa liderada por Manso Neto acaba por ser menos penalizada na nova análise ao sector, uma vez que a Société Générale já estava a antecipar subidas de juros nos EUA na avaliação da cotada. A Renováveis é, entre as cotadas nacionais, a única que oferece um potencial de valorização, de 9,34% face aos 5,762 euros a que está a negociar.

 

Por fim, a REN viu a sua avaliação reduzida em 10,4% de 2,6 euros para 2,33 euros, com a recomendação a ser de "vender" já que, apesar do retorno dos activos estar associado às "yields" das obrigações, o retorno mais elevado, permitido pela subida dos juros, será anulado pelo impacto do custo médio ponderado do capital (WACC) mais elevado", explica o analista. Tendo em consideração a cotação actual (2,585 euros), as acções da REN têm um potencial de queda de 9,9% face à avaliação do Société Générale.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
ABCDEF1 Há 6 dias

Estes bois que comentem lá as ações deles. Que têm estes animais a ver com o nosso país. Está quase todo vendido mas ainda resta alguma coisa. Valia mais preocuparem-se com os gira discos do com a economia dos outros países.

Anónimo Há 6 dias

Estão a querer comprar barato,para receber os dividendos

Camponio da beira Há 6 dias

Bem, uma coisa é certa, a divida da Edp é astronomica, provavelmente a maior das empresas privadas, mesmo cobrando (com a protecção estatal) a energia mais cara da europa. E que nos continua na sair do bolso a nós todos consumidores.

EDP Há 6 dias

Então uma empresa como a EDP que dá lucro de quase 1ooo milhões de euros por ano, e mas mais seguras do PSI, vem com este palavreado, valha-me Deus, enfim...

ver mais comentários
pub