Bolsa S&P 500 aproxima-se de máximo histórico a beneficiar do sector energético

S&P 500 aproxima-se de máximo histórico a beneficiar do sector energético

As principais praças dos Estados Unidos iniciaram a sessão a negociar em alta com o S&P 500 a aproximar-se do nível mais alto de sempre, numa altura em que cresce de tom a especulação em torno de uma subida dos juros já em Dezembro.
S&P 500 aproxima-se de máximo histórico a beneficiar do sector energético
Reuters
David Santiago 21 de Novembro de 2016 às 14:46

O industrial Dow Jones abriu a sessão desta segunda-feira, 21 de Novembro, a apreciar 0,27% para 18.919,02 pontos, seguido pelo tecnológico Nasdaq Composite que também começou a semana a ganhar 0,34% para 5.339,625 pontos.

 

O Standard & Poor’s 500 acompanhou a tendência tendo aberto a sessão a somar 0,4% para 2.190,84 pontos, superando assim o valor de fecho da sessão bolsista de 15 de Agosto em que o S&P 500 atingiu um máximo de sempre.  

 

A marcar este início de sessão está a cada vez maior expectativa de que a Reserva Federal dos Estados Unidos decrete um aumento dos juros já em Dezembro, o que a verificar-se será a segunda subida dos custos do dinheiro no espaço de 12 meses.

 

Se a especulação acerca de uma subida dos juros era já bastante grande, a vitória de Donald Trump nas presidenciais dos Estados Unidos e a promessa de um plano económico com uma aposta em investimento público por forma a estimular o crescimento económico, veio reforçar as probabilidades de um aumento no próximo mês.

 

Segundo a agência Bloomberg, os investidores atribuem agora uma probabilidade de 98% a um aumento dos juros já em Dezembro. 

Numa audição realizada na semana passada no Congresso norte-americano, Yellen afirmou que
seria "apropriado" decretar um novo aumento da taxa de juro directora "relativamente em breve" reiterando, porém, a ideia de que o ritmo da subida dos juros será moderado. 

A contribuir para a subida do S&P 500 está a valorização do sector energético, em especial das petrolíferas numa altura em que o preço do petróleo está em forte alta depois de o Irão ter demonstrado disponibilidade para acordar, no âmbito do encontro da próxima semana da OPEP, um corte à produção da matéria-prima. A Chesapeake que sobe 4,21% para 6,19 dólares e a Murphy Oil aprecia 3,25% para 31,73 dólares.

Destaque também para a Exxon que segue a avançar 1,38% para 86,455 dólares e para a Chevron que sobe 1,23% para 110,54 dólares, num momento em que em Nova Iorque o West Texas Intermediate (WTI) ganha 1,90% para 46,56 dólares por barril. 

(Notícia actualizada às 14:55)




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