Bolsa S&P 500 com pior série de quatro dias desde Março

S&P 500 com pior série de quatro dias desde Março

As bolsas norte-americanas travaram os ganhos a meio da jornada e a volatilidade aumentou, devido à aproximação do fim-de-semana, que fez com que os investidores preferirem ficar mais resguardados num contexto de escalada de tensões entre os EUA e a Coreia do Norte.
S&P 500 com pior série de quatro dias desde Março
Bloomberg
Carla Pedro 11 de agosto de 2017 às 21:08

O Dow Jones fechou a ganhar 0,06% para 21.858,12 pontos, depois de ontem ter regressado a níveis abaixo da fasquia dos 22.000 pontos – que tinha sido atingida e superada pela primeira vez no passado dia 2 de Agosto.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 valorizou 0,13% para 2.441,32 pontos e o índice tecnológico Nasdaq Composite avançou 0,64% para se fixar nos 6.256,55 pontos.

 

A recuperação marginal na sessão de hoje não foi suficiente para desfazer os estragos decorrentes de um potencial conflito geopolítico com Washington e Pyongyang como protagonistas. Com efeito, desde Março que o S&P 500 não registava um período de quatro sessões consecutivas tão negativo.

 

O intensificar de tensões políticas entre Washington e Pyongyang pressionado as bolsas mundiais, mas hoje em Wall Street o movimento foi de ligeira recuperação – isto depois de na quinta-feira os principais índices terem registado as quedas mais expressivas desde Maio.

 

Apesar desta retoma, o índice de volatilidade CBOE voltou hoje a subir (e, na semana, disparou quase 50%), estando em máximos de cinco meses, numa altura em que as advertências entre EUA e Coreia do Norte apontam no sentido de um confronto militar.

 

Na terça-feira ao final do dia, recorde-se, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que quaisquer novas ameaças de Pyongyang seriam recebidas com "fúria e fogo". Os comentários de Trump seguiram-se a um relato divulgado no The Washington Post, citando um estudo da Agência de Informações do Departamento da Defesa, de que Pyongyang desenvolveu com êxito ogivas nucleares miniaturizadas a fim de as inserir em mísseis intercontinentais.

 

Entretanto, na quarta-feira o contexto de tensão foi-se intensificando, com ambas as partes a subirem de tom nos seus avisos, tendo a Coreia do Norte ameaçado um ataque a Guam e os EUA retorquido dizendo que não acreditam numa ameaça iminente vinda de Pyongyang.

 

Na quinta-feira as advertências prosseguiram. Pyongyang avançou que dentro de dias a Coreia do Norte estará pronta para disparar quatro mísseis em direcção à ilha de Guam. Trump, em resposta, afirmou que as suas ameaças de "fogo e fúria" contra a Coreia do Norte "talvez não tenham sido suficientemente fortes".

 

Esta sexta-feira, os EUA sublinharam que as soluções militares estão "instaladas, carregadas e preparadas" caso a Coreia do Norte aja de forma imprudente.

 

A gestora de activos Pimco disse aos investidores que devem parar de investir em acções norte-americanas e obrigações na categoria de "lixo", devendo virar-se para activos como dívida indexada à inflação, ouro e matérias-primas em geral.

 

Também Ray Dalio, que lidera o maior fundo de cobertura de risco mundial, Bridgewater Associates, recomenda aos investidores que apliquem entre 5% e 10% dos seus activos no ouro.