Bolsa S&P com pior queda em seis semanas. Nasdaq abalado pelas tecnologias

S&P com pior queda em seis semanas. Nasdaq abalado pelas tecnologias

As bolsas norte-americanas encerraram em baixa, numa altura em que a volatilidade aumentou. Isto num dia de um ciberataque a nível mundial e um novo revés na agenda do Partido Republicano nos EUA.
S&P com pior queda em seis semanas. Nasdaq abalado pelas tecnologias
Reuters
Carla Pedro 27 de junho de 2017 às 21:26

Os principais índices bolsistas do outro lado do Atlântico terminaram a sessão no vermelho. O bom desempenho no sector financeiro não foi suficiente para animar o S&P, que fechou a ceder 0,80% para 2.419,38 pontos – naquela que foi a maior queda em seis semanas.

 

O sector financeiro foi animado pelas declarações da presidente da Reserva Federal, Janet Yellen, que disse que a economia dos EUA está robusta o suficiente para aguentar taxas de juro mais altas.

 

O industrial Dow Jones, por seu lado, fechou a cair 0,46% para 21.311,69 pontos.

 

Já o índice tecnológico Nasdaq Composite recuou 1,61% para 6.146,62 pontos, numa altura em que prossegue o movimento de vendas de títulos do sector.

 

O sector tecnológico, que esteve entre os melhores desempenhos bolsistas no início deste ano, tem estado a ser castigado nos últimos tempos, especialmente do outro lado do Atlântico.

 

Em Wall Street, os investidores crêem que as acções deste sector possam estar sobrevalorizadas depois da verticalidade das subidas no arranque de 2017, que catapultaram o índice tecnológico para novos máximos históricos.

 

Esta terça-feira, o anúncio de que a Comissão Europeia decidiu aplicar à Google uma coima de 2,4 mil milhões de euros, um valor recorde, contribuiu para pesar ainda mais no sector. As práticas anti-concorrenciais de que a Google é acusada não foram praticadas em Portugal.

 

O facto de a agenda da Administração Trump estar num impasse está a contribuir para um aumento da volatilidade nas bolsas norte-americanas. E hoje houve mais um revés: os senadores republicanos adiaram a votação sobre a reforma da saúde, intensificando a especulação de que os cortes de impostos e a flexibilização regulatória poderão ser também prorrogados.




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