Obrigações S&P sobe perspectiva da Grécia de estável para positiva

S&P sobe perspectiva da Grécia de estável para positiva

A agência de notação financeira manteve a classificação da dívida soberana da Grécia no sexto nível de "lixo", mas reviu para positivo o seu "outlook", o que constitui um primeiro passo para subir a avaliação.
S&P sobe perspectiva da Grécia de estável para positiva
Carla Pedro 21 de julho de 2017 às 23:23

A agência Standard & Poor’s anunciou esta sexta-feira, 21 de Julho, que manteve a notação da dívida soberana de longo prazo da Grécia em ‘B-‘ [o sexto nível do chamado "lixo", a que corresponde a categoria especulativa].

 

No entanto, em breve a república helénica poderá ver o seu rating soberano subir, uma vez que a S&P elevou a perspectiva para a evolução da dívida do país de ‘estável’ para ‘positiva’ – o primeiro passo para começar a melhorar a classificação do país. Em relação a Portugal, recorde-se, a S&P tem um "outlook" estável mas o rating está a apenas um nível de sair do "lixo".

 

No relatório divulgado, a agência sublinha que esta revisão em alta do "outlook" reflecte a convicção de que a dívida pública helénica e os custos da Grécia com o serviço da dívida "irão diminuir gradualmente, sustentados pela retoma económica, pelas medidas orçamentais já legisladas até 2020 e por um compromisso por parte dos credores da Grécia, especialmente do Eurogrupo, no sentido de reforçar a sustentabilidade do seu encargo com a dívida soberana".

 

A S&P estima que os excedentes primários da Grécia se fixem em torno dos 3% do PIB por ano, em média, no período 2017-2020. Além disso, aponta para um crescimento de 2,8% do PIB nominal, o que permitirá à dívida pública descer para 158% do PIB em 2020, contra 179% em 2016.

 

Na semana passada houve rumores de que a Grécia poderia voltar a financiar-se nos mercados esta semana, por reunir condições para tal, mas esse regresso foi travado, em parte, pelo facto de o Fundo Monetário Internacional ter estabelecido um tecto de 325 mil milhões de euros para o montante máximo de endividamento do país, refere a Bloomberg.

 

Ontem, o conselho executivo do Fundo Monetário Internacional aprovou um acordo de princípio para a atribuição de um crédito contingente à Grécia no valor de 1,6 mil milhões de euros.

 

Com efeito, o FMI anunciou ter dado luz verde a um acordo de princípio para a "aprovação condicionada" (approval in principle – AIP) de um novo crédito a Atenas, no valor de 1,3 mil milhões de DSE (direitos de saque especiais, moeda do FMI) – que corresponde a 1,6 mil milhões de euros (ou 55% da quota do país). 

 

Em suma, o organismo liderado por Christine Lagarde veio dizer que este acordo a que o conselho executivo chegou, que sustenta o programa de ajustamento económico das autoridades gregas, significa que o dinheiro não é desembolsado já.

 

Ou seja, "só entrará em vigor quando o Fundo obtiver garantias específicas e credíveis por parte dos parceiros europeus da Grécia, no sentido de assegurar a sustentabilidade da dívida, e desde que o programa económico helénico continue encarrilado", sublinhou o Fundo no seu comunicado desta quinta-feira à noite.




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