Bolsa S&P 500 fecha no vermelho. Outubro é o mês da grande turbulência

S&P 500 fecha no vermelho. Outubro é o mês da grande turbulência

As principais praças norte-americanas abriram em ligeira alta, mas acabaram por inverter a tendência e encerraram em terreno negativo. Os investidores estão a avaliar as probabilidades de a Reserva Federal subir ou não os juros ainda este ano e aguardam pela divulgação de mais resultados económicos dos EUA e por novos discursos de responsáveis da Fed.
S&P 500 fecha no vermelho. Outubro é o mês da grande turbulência
Reuters
Carla Pedro 04 de Outubro de 2016 às 21:51

O Standard & Poor’s 500 fechou a sessão desta terça-feira a recuar 0,50% para 2.150,52 pontos e o índice industrial Dow Jones cedeu 0,47% para se fixar nos 18.168,45 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, registou uma depreciação de 0,21% para 5.289,65 pontos.

 

Outubro tem sido, desde o ano 2000, o mês em que se registam mais oscilações de pelo menos 1% (para cima e para baixo) na negociação do S&P 500, sublinha a Bloomberg. "Contudo, se a História servir de guia, o índice de referência das bolsas norte-americanas registará este mês um ganho substancial – tem sido, nos últimos 25 anos, o melhor mês de cada ano, com uma valorização média de 1,9%", explica a agência noticiosa.

 

A reputação do mês de Outubro em matéria de ansiedade acrescida para os investidores vem do facto de dois dos piores dias na história bolsista terem sido registados em Outubro, um no ano de 1929 e o outro em 1987. Além disso, a queda de 17% durante a crise financeira, em Outubro de 2008, foi a pior em 21 anos, salienta ainda a Bloomberg.

 

Os investidores estão de olhos postos nos resultados económicos dos EUA e também nos discursos dos membros da Fed para tentarem perceber quando é que o banco central voltará a aumentar os juros de referência, actualmente entre 0,25% e 0,50%.

 

O mercado quer perceber se a economia dos EUA estará suficientemente sólida para aguentar um aumento das taxas de juro ainda em 2016 e os dados sobre o emprego que serão divulgados na sexta-feira.

 

Jeffrey Lacker, presidente da Reserva Federal de Richmond, falou esta terça-feira sobre as perspectivas económicas para os Estados Unidos, defendendo uma subida dos juros, a par com Loretta Mester, da Fed de Cleveland, que discursou no mesmo sentido. Lacker falará de novo amanhã, bem como o presidente da Fed de Chicago, Charles Evans.

 

Na sexta-feira será a vez de Stanley Fischer, vice-presidente do banco central. No passado dia 21 de Setembro, a Reserva Federal decidiu não mexer nos juros, apontando para o final do ano a probabilidade de isso poder acontecer – o que, a concretizar-se, será o único aumento em 2016. As bolsas, sobretudo em Wall Street, têm reagido a qualquer nova possibilidade de mexida – ou não – nos juros ainda este ano.




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Mituxa Mizé 04.10.2016

Toca a todos!

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