Crédito "Stock" de crédito das famílias em mínimos de Dezembro de 2006

"Stock" de crédito das famílias em mínimos de Dezembro de 2006

O peso do crédito no negócio dos bancos continua a diminuir, fruto da amortização de capital nos empréstimos da casa devido às Euribor negativas.
"Stock" de crédito das famílias em mínimos de Dezembro de 2006
Bruno Simão
Patrícia Abreu 28 de agosto de 2017 às 12:19

O sector financeiro português tem estado mais disponível para conceder financiamento às famílias portuguesas, o que se tem reflectido num crescimento do novo crédito. No entanto, apesar da maior predisposição da banca para emprestar, o efeito das Euribor negativas no crédito à habitação continua a determinar uma contracção do "stock" de crédito nos balanços dos bancos, que está em mínimos de dez anos e meio.


Os bancos nacionais detinham, no final de Julho, 115.971 milhões de euros em crédito financiado aos particulares, segundo os dados do Banco Central Europeu (BCE). Trata-se do saldo mais baixo desde Dezembro de 2006, altura em que o "stock" de crédito era de 115.391 milhões.


A evolução negativa do peso dos empréstimos no negócio dos bancos é essencialmente explicada pela descida do "stock" de crédito da casa, devido ao efeito da amortização de capital nos contratos, em consequência das taxas de juro negativas. Apesar dos novos contratos a taxa fixa estarem a aumentar, este crescimento ainda não é suficiente para inverter a tendência negativa no saldo do crédito à habitação.


O "stock" de financiamento para a aquisição de habitação baixou, em Julho, para 94.471, menos 93 milhões de euros que o valor fixado em Junho. A última vez que o saldo do crédito à habitação no negócio dos bancos aumentou foi há quase dois anos, em Setembro de 2015.


Já o crédito ao consumo continua a aumentar a sua expressão na actividade do sector financeiro nacional. O "stock" de crédito subiu para 12.895 milhões de euros, valor que compara com os 12.803 milhões fixados um mês antes.




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